Paim diz que Estado é omisso na defesa da população negra
Publicado em 04/06/2020

Política

Foto: Divulgação/Agência Senado

Senador disse que há grilhões a serem rompidos no Brasil

Ao repudiar a morte de George Floyd, durante ação policial nos Estados Unidos, na semana passada, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou, ontem, que o racismo no Brasil é “tão pior quanto o que existe lá [nos EUA], porque aqui é velado, ninguém fala”. Ele também acusou o Estado brasileiro de se omitir em relação aos direitos da população negra e dos cidadãos mais vulneráveis.
George Floyd, ex-segurança negro, foi asfixiado por um policial branco na cidade de Mineápolis. O caso gerou protestos nos Estados Unidos e em outros países.
Paim pediu que o mundo olhe para o Brasil porque “há grilhões a serem rompidos" e “feridas expostas que ainda não cicatrizaram”.
Conforme reportagem publicada pela Agência Senado, segundo Paim, cerca de 77% dos jovens assassinados no Brasil são negros. A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado. Dos 180 homicídios por dia, 75% das vítimas são negros.
Paulo Paim acrescentou que a violência no Brasil também atinge quilombolas, indígenas, pobres, mulheres, jovens, homossexuais, travestis e idosos. O senador afirmou que o Estado não pode se omitir e tem que agir para garantir direitos para essas parcelas da população.

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