Orgão de tubos é um patrimônio que precisa da atenção de todos
Publicado em 06/01/2020

Editorial

Bagé é uma das poucas cidades do Estado que possui um órgão de tubos. O instrumento musical, que apresenta um dos sons mais belos e que pode ser considerado uma relíquia pelo que representa,  chegou na Rainha da Fronteira em 1957 e está localizado no coro na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora. Isso só foi possível graças aos bageenses que se mobilizaram para arrecadar recursos para comprá-lo. O instrumento musical tem cinco metros de largura, cinco de altura e mais de dois metros de profundidade. Acontece que passaram-se os anos e o órgão que encantou muita gente e embelezou missas e casamentos hoje está em silêncio por falta de manutenção. Cientes da importância e do que representa esse instrumento, que na verdade é um patrimônio dos bageenses, dois musicistas dedicaram parte do seu tempo para pensar uma forma que fosse possível para restaurar o órgão de tubos. Ambos lançaram uma campanha, porém antes de colocá-la em prática foram ouvir os responsáveis e buscar aval do pároco da igreja e do bispo. Nesse meio tempo, várias pessoas já se mostraram dispostas em colaborar com uma quantia para ajudar a chegar ao montante necessário. Acontece que entre idas e vindas foi dito aos dois proponentes da campanha que a igreja tinha outras prioridades que não a restauração do instrumento musical. Um dos proponentes esmoreceu e outro ainda tem esperança de conseguir o intento, pois entende que o órgão é um bem dos bageenses que vai bem além, pois foi adquirido por meio da mobilização mencionada acima. Ninguém contesta as prioridades que tem a igreja, ocorre que a campanha não tem nada a ver, é uma coisa à parte e não interfere em nada. Por isso a importância de que mais lideranças se envolvam assim como os dois musicistas e busquem uma solução para esse patrimônio cultural. A vereadora Sonia Leite falou na tribuna e conclamou os demais colegas a se inserirem nessa campanha, mas ao que tudo indica não foi ouvida. Mas não é tarde. Bagé é um celeiro de nomes envolvidos com a cultura, pois é o momento destes também voltarem o olhar para essa peça importante da cidade. Preservar o  patrimônio é preservar a memória e a história.

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