Olivicultura da região enfrenta quebra de safra e pandemia
Publicado em 30/03/2020

Rural

Foto: Divulgação/FS

Produção será um terço menor que em 2019

A segunda colheita de azeitonas da região prossegue e, segundo o engenheiro agrônomo e um dos sócios da agroindústria Azeites do Pampa Ltda., Emerson Menezes, a escalada da pandemia do novo coronavírus tem afetado também a rotina de produtores e indústria. Menezes explica que as atividades  de colheita estão sendo concentradas apenas nos finais de semana, isso em função da pandemia de da própria quebra de safra da cultura. "O trabalho de campo não para, pois não podemos deixar de colher, principalmente para que o volume de perdas não aumente ainda mais. Já na indústria trabalhamos com restrição de pessoal, estando proibida a visita de pessoas à agroindústria durante essa crise. Todos os colaboradores trabalham seguindo os procedimentos necessários e com os equipamentos de proteção individual", detalha o agrônomo. 
Como já divulgado em edições anteriores do jornal Folha do Sul, a estimativa da Azeites do Pampa é que, se comparado com os números obtidos na colheita do ano passado, deverá ser colhido, em 2020, cerca de um terço da safra anterior. O principal fator para essa quebra na produtividade foram as alterações climáticas ocorridas no inverno e na primavera de 2019. No entanto, há uma expectativa positiva para a próxima safra. "Os olivais estão em bom estado sanitário o que nos dá esperança para próxima safra. Além disso, a previsão climática aponta para um inverno rigoroso na região, com redução de chuvas no segundo semestre, o que é bom para a fruticultura", declara Emerson Menezes. 

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