Ocorrências que assustam
Publicado em 29/01/2015

Editorial

por Felipe Valduga
felipelvalduga@gmail.com

O cotidiano parece calmo até que, num surto inexplicável de acontecimentos, a situação muda. O que era tranquilo fica conturbado. Não há certezas sobre qual caminho será o correto, o ideal. Você se assusta e apenas busca um refúgio, um ponto seguro.
Casos assim são os mais comuns quando você se depara com um ambiente de guerra, de catástrofe, ou mesmo de fatos menos contundentes, mas igualmente impactantes. Pense em uma pequena cidade, do interior, com pouco mais de mil habitantes. Pense no sentimento daquela comunidade quando sua localidade é vítima de um assalto a banco, por exemplo.
Naturalmente, a adrenalina sobe, seja você um jovem ou um idoso. O medo, a curiosidade na busca por informações, e tantos outros sentimentos predominam na mente de todos. É do ser humano.
Em Bagé, os registros policiais de terça-feira, quando uma dupla de homens atacou pelo menos quatro estabelecimentos, deixaram uma sensação parecida. Claro que em proporções bem menores para os bageenses em geral. Mas tão similar quanto para os que vivenciaram aquela situação. E é fato. Basta que isso ocorra uma vez com você para que o sentimento de insegurança predomine, às vezes por um longo tempo.
Em situações como essas, o sentimento de segurança somente retorna quando você tem a certeza de que os responsáveis não poderão mais estar na sua frente. Aquilo tem sua probabilidade de reincidência diminuída e, desse modo, auxilia no restabelecimento da calma até sua mente.
E, para que isso ocorra, sempre será necessária, nestes casos, uma resposta imediata dos órgãos de segurança.  No fato vivenciado em Bagé, dois suspeitos já foram encontrados – no mesmo dia – e, somente por este motivo, os agentes envolvidos merecem o destaque. Até porque, garantiram, no mínimo, um pouco mais de tranquilidade àquelas vítimas dos assaltos.

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