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O narrador revelação da temporada
Publicado em 14/11/2012

Esportes

Foto: ABPV/Especial FS

Valadão e Chico Viçosa, a Clube no futebol bageense

Chico Góes, um desportista atuante, quer no futsal quanto no futebol, sempre acompanhando de perto o esporte citadino, foi um dos muitos personagens a lançar à editoria de esportes do Jornal A FOLHA do SUL o desafio: por que não fazem uma matéria com o Valadão, o narrador de esportes da Rádio Clube?
Pois, hoje, eles estão sendo atendidos, dentro do comprometimento do jornal com tudo aquilo que diz de perto aos interesses comunitários.
Anderson Luiz Goulart Valadão é bageense, nascido em 17 de setembro de 1983. Atuando no segmento de vendas, residiu na terra natal até os 21 anos, quando decidiu tentar novos rumos em Três Coroas, no Vale dos Sinos. “Havia ficado órfão de mãe e decidi, na raça, enfrentar desafios, até mesmo contrariando meu pai, que desejava que, a exemplo de meus outros irmãos, viesse a atuar como marceneiro. Era uma espécie de obsessão, eu queria ser um comunicador. Primeiro, trabalhei num curtume e, nos fins de semana, numa rádio comunitária. Tive oportunidade de narrar jogos pela Copa Cidade Verde, que reúne clubes de todo o Brasil”, recorda.
Adepto de uma filosofia pela qual  “o segredo do sucesso é a humildade”, Valadão relembra que, em dezembro de 2009, resolveu retornar a Bagé, na Cia. do Som, como motorista e gravando mensagens. Depois, passou para a Rádio Stúdio FM, no Bairro Pedras Brancas. Há dois anos transferiu-se para outra emissora comunitária, a Mania FM no Passo das Pedras. Sempre trabalhando como divulgador da Farmácia Mais Econômica, no centro da cidade. “Foi quando o Chico Viçosa me conheceu e formulou o convite para que fizesse teste na Rádio Clube. Houve o aval do diretor e grande incentivador Aristides Kucera e, a partir daí, os caminhos foram surgindo ao natural”.
Mas não imaginem que a trajetória foi construída facilmente. “Num primeiro momento, antes de narrar um jogo pela Clube, resolvi gravar uma partida tanto do Guarany como do Bagé. Ficava numa cabina isolada, narrava e tinha a colaboração do Serafim Krob como comentarista. Tudo no campo da ficção, o aprendizado é sempre fundamental. Até que, num Ba-Gua disputado no estádio alvirrubro, o Jorge Valmor me chamou para compartilhar a narração, no segundo tempo. Cometi alguns erros, era natural, mas, depois, tudo foi contornado. E a satisfação pessoal veio nos jogos decisivos contra o Aimoré. Foi um aprendizado marcante, sou grato a todos quantos me têm incentivado”, diz Anderson Valadão.
Diariamente, é visto na avenida Sete de Setembro, na frente da Mais Econômica. “Então, vamos esperar por 2013, afinal, a experiência radiofônica tem sido muito gratificante”, conclui, do alto de sua humildade.


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