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O jornalismo faz a diferença
Publicado em 09/11/2019

Editorial

Mesmo diante dos desafios e do avanço das novas tecnologias, a essência do jornalismo está na apuração dos fatos. Jamais a máquina vai suplantar o profissional; jamais os atropelos das redes sociais, onde hoje todos se julgam “jornalistas”, vão substituir o profissional com gabarito e formação para esse fim. A essência e a força motriz do jornalismo é a apuração. É preciso investigar, é preciso ser persistente até que todas as dúvidas sejam eliminadas. O jornalismo praticado com vigor, com ética e profissionalismo faz a diferença em tempos em que tudo se prolifera de maneira muito rápida pela internet. É gratificante quando podemos fazer a diferença e ir além da notícia, principalmente em assuntos cruciais, como o que o jornal Folha do Sul abordou por diversas ocasiões, que é a suspensão por tempo indeterminado da coleta de sangue em Bagé. Esse é um tema tão delicado e tão caro não somente para Bagé, mas para toda a região. O município já perdeu esse serviço que era realizado por aqui e agora fica sem a coleta que até então era feita pelo Hemocentro de Pelotas (Hemopel). A situação se torna mais preocupante por ser final de ano, quando a demanda costuma aumentar. Foi por meio do jornal e da apuração dos fatos que bageenses e moradores da região ficaram sabendo dessa situação. O fato mais recente, que comprova o quanto é imprescindível sair às ruas, ser persistente e suar muito, foi a corrida contra o tempo de cerca de 100 profissionais que se envolveram na captação de órgãos de um homem que teve morte cerebral na Santa Casa de Caridade de Bagé. Foi um procedimento que envolveu profissionais da Rainha da Fronteira e de Porto Alegre. O jornalista, João Alberto Filho acompanhou tudo, desde a chegada da aeronave no Aeroporto Comandante Gustavo Kraemer até a ação dos profissionais pelos corredores do maior hospital da cidade. Ele se desdobrou entre as entrevistas, o ato de escrever e fotografar. Foi um trabalho árduo de persistência e que demandou tempo, perspicácia e muito profissionalismo do jornalista formado pela Universidade Franciscana de Santa Maria. O resultado pode ser conferido nas páginas do jornal Folha do Sul na edição de ontem e pela página oficial do jornal no Facebook. Embora o jornalista tenha estado no front da notícia, esse é um trabalho que envolve toda uma equipe, que começa com os que atuam na redação indo até os que realizam a entrega, que são aqueles que fazem o jornal chegar na casa do leitor. Fazer a diferença na vida do nosso leitor é a missão da equipe do jornal Folha do Sul que neste mês completa 10 anos de fundação.

 

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