O desafio da escola inclusiva
Publicado em 26/09/2019

Opinião

Foto: Divulgação/FS

Deputado estadual

Dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que entre as pessoas com deficiência com mais de 15 anos no país, 61,13% não têm instrução ou têm somente o ensino fundamental completo. Os pesquisadores constataram que outros 14,15% contam somente com ensino fundamental completo ou médio incompleto, enquanto 17,67% têm ensino médio completo. Nesse universo, apenas 6,66% concluíram um curso superior.
 Fazer com que a sociedade acolha esse grupo torna-se ainda mais desafiador quando se analisa com mais acuidade os números do Censo, que indicam a existência de mais de 45,6 milhões de pessoas no Brasil com algum tipo de deficiência, representando 23,9% da população.
 Como professor e deputado estadual, presido na Assembleia Legislativa a Frente Parlamentar em Defesa da Real Educação Inclusiva no Ambiente Escolar, buscando aprofundar o debate dessa questão. A iniciativa reafirma nosso compromisso em fazer da escola um espaço para acolher todos os estudantes, sem exceção, independentemente de cor, classe social, condições físicas, psicológicas e motoras.
Embora seja perceptível o aumento crescente de crianças com deficiências na sala de aula, ainda temos dificuldades para que a inclusão escolar ocorra de forma plena. Boa parte dos professores não recebem formação adequada para receber pessoas com necessidades especiais; há  excesso de alunos em sala de aula; desconhecimento sobre as características das deficiências e, ainda, falta infraestrutura para esse acolhimento. Quando conseguirmos superar essas dificuldades, enfim, poderemos construir um caminho para um Brasil inclusivo. E isso, sabemos, começa em sala de aula.

Deixe sua opinião