O combatente imprescindível
Publicado em 28/03/2020

Opinião

Foto: Divulgação/FS

A tarefa de conter a expansão da epidemia do Covid-19 no Rio Grande do Sul reforçou uma convicção pessoal: fomos eleitos para apresentar soluções, nos mais diversos âmbitos da vida administrativa do Estado. Ocupamos espaços transitórios de poder para agir, articular e liderar, não para acumular energia com vistas ao próximo passo eleitoral.

A pandemia testa nossa capacidade de planejamento e articulação, e é por isso que, entre outros motivos, devemos levá-la a sério. Não podemos fomentar o pânico ou a histeria digital. Temos que enfrentar com argumentos científicos as maquinações conspiratórias. Colocar a prática da empatia no lugar do egoísmo.

O desafio lançado pela pandemia globalizada é claro: precisamos mudar comportamentos, individual e coletivamente. A enfermidade vai chegar com força entre os mais vulneráveis, entre os de mais idade; entre aqueles que já possuem debilidades crônicas de saúde. Atingirá os mais frágeis da nossa sociedade, a quem devemos a obrigação de proteger. Estamos propondo e executando medidas drásticas, antipáticas e restritivas, mas que irão retardar a velocidade de dispersão de um vírus que não respeita fronteiras.

Ainda que desconheçamos a extensão e o prazo dos seus efeitos, não fomos pegos de surpresa. O governo do Estado prepara-se desde janeiro, com um plano de contingência feito pela nossa Secretaria da Saúde. Organizamos e qualificamos a nossa rede hospitalar, monitoramos os casos, alteramos rotinas internas de trabalho, mobilizamos bancos públicos, restringimos deslocamentos – enfim, acionamos um amplo esquema de distanciamento e cuidado social, que dependem da adesão de cada gaúcha e gaúcho.

Estamos em uma guerra sanitária. Resolvi travá-la com transparência, convocando os demais poderes e a sociedade para um esforço de ação e conscientização. Não é hora nem de disputar protagonismo, nem de duvidar da necessidade de zelo máximo. Todo o esforço institucional para administrar o avanço dessa doença sorrateira será ineficaz se não puder contar com o combatente mais imprescindível: você.

Deixe sua opinião