Números que assustam
Publicado em 30/01/2014

Editorial

Felipe Valduga
felipelvalduga@gmail.com

A identificação de que os casos de homicídio haviam aumentado, na Rainha da Fronteira, já era perceptível ainda no ano passado. Até porque, em inúmeras ocasiões, a reportagem da FOLHA do SUL noticiou, em suas páginas, informações a respeito de mortes ocasionadas por terceiros.
Agora, porém, os números se tornaram mais evidentes e claros. Mais nova ferramenta da Secretaria de Segurança Pública do Estado proporciona, desde o início do mês, dados específicos sobre crimes cometidos no Rio Grande do Sul, inclusive divididos por modalidade e por cidades.
Matéria publicada na edição de hoje, expõe algo que, infelizmente, era aguardado para Bagé. A elevação no número de mortes. Contudo, foi muito maior que o esperado, no comparativo apresentado entre 2012 e 2013. Nada menos que um aumento de 150% nos homicídios dolosos – aqueles onde o autor, segundo julgamento, tem a intenção de matar.
Mais preocupante, dentro disso, é a constatação da delegada de polícia, Daniela Barbosa de Borba, ao apontar que, na maioria dos casos, o dolo está relacionado à comercialização ou mesmo ao consumo de entorpecentes. É o mais claro sinal de que um problema que afeta não apenas a população bageense, mas o país e o mundo, tem efeitos catastróficos. Uma demanda que culmina em outra.
É preciso, nesse sentido, ações urgentes para evitar que o patamar alcançado no ano passado se repita, sejam elas quais forem.

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