Novos comandos
Publicado em 26/03/2014

Editorial

Foto: Ingrid Delgado/Especial FS

Dudu e Parera durante posse, na segunda-feira

por Felipe Valduga
felipelvalduga@gmail.com

Os mais novos secretários municipais de Bagé, Émerson Menezes (Desenvolvimento Rural) e Paulinho Parera (Atividades Urbanas) já respondem, oficialmente, como responsáveis pelos cargos.
Parera assumiu ainda na tarde de segunda-feira. Ele substitui Eduardo Mendes, que ocupou a função nos últimos seis anos. Por sua vez, Menezes foi empossado ontem de manhã, no lugar de João Roberto Freitas da Silva – integrante do PRB, que rompeu relações com a atual gestão.
Ambas as mudanças, mesmo que apontadas como de reestruturação do governo, têm evidentes estratégias políticas. A mais clara, no caso do Desenvolvimento Rural, pelo rompimento de relações com o PRB. Contudo, o perfil técnico de Menezes leva a crer que sua escolha, novamente - esta não é a primeira vez que ele ocupa a função -, tem como foco fortalecer os trabalhos junto à comunidade rural que, recentemente, tem se demonstrado descontente com a atuação do poder público, principalmente em questões como a manutenção das estradas.
Já no caso de Parera o cenário é diferente. Ele é um dos principais candidatos – senão o único – para concorrer a prefeito nas eleições de 2016, pelo Partido dos Trabalhadores. Frente à Secretaria, caracterizada por ações de fácil visibilidade por parte da população, ele tem a possibilidade de executar projetos que tragam retorno na hora da disputa eleitoral. Vale lembrar que, em 2012, ele foi o mais votado a vereador pelo PT e segundo no ranking geral, em Bagé. O seu trabalho, na gestão passada, ficou reconhecido pela atuação na Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer, que entre os principais resultados, teve a reforma do Militão e o aproveitamento das demais estruturas do principal complexo esportivo de Bagé.
Estes novos comandos, ao que tudo indica, não serão os únicos. Senão para logo, já paira uma expectativa, no meio político, de que outros nomes poderiam passar a integrar o primeiro escalão do Executivo. Mas para o momento não passam de conjecturas, algo tradicional quando uma nova eleição se aproxima - mesmo que em nível federal e estadual.

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