Nova conquista e uma eterna expectativa
Publicado em 04/12/2015

Editorial

A Universidade Federal do Pampa, a Unipampa, tem motivos para comemorar, assim como a população de Uruguaiana. Isso porque, ontem, por meio de publicação no Diário Oficial da União, foi autorizada a implantação do curso de Medicina junto ao campus da cidade.
A nova graduação, que deve atrair estudantes da Metade Sul do Estado, assim como de todo o país, ofertará, a cada ano, 60 vagas. O que, na prática, acaba por tornar o município uma referência na área da Saúde, que já conta, na próprio campus, com os cursos de Farmácia, Fisioterapia, Enfermagem e Educação Física.
Os interessados nas vagas, aliás, já devem ficar atentos. O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2016, que acontece em janeiro, vai prever acesso ao novo curso. Dos candidatos aprovados, 30 começarão as aulas em março, e outros 30 ingressarão na turma que iniciará seus estudos em agosto.
A notícia, é claro, traz um novo cenário para o setor universitário da Metade Sul. Mas, por outro, evidencia que algo tão comemorado, em Uruguaiana, poderia, também, ser o motivo de festa em Bagé. Sim, a Rainha da Fronteira entrou na disputa para receber um curso de Medicina, em 2013, quando o Ministério de Educação divulgou uma seleção de cidades para serem contempladas com a graduação.
Na época, infelizmente, mesmo após ser visitado por especialistas da Secretaria de Regulação e Supervisão de Educação Superior (Seres), o município acabou ficando fora da lista de beneficiados. Desde então, alguns movimentos, em especial de lideranças políticas, tentaram inserir a cidade em uma nova seleção. Mas, até hoje, nada de êxito. E existem explicações para o momento: independente das adequações a serem efetivadas, o governo vive em um período de aperto de cinto, o que inviabiliza a criação de novas graduações. As exceções, como Uruguaiana, são, em parte, fruto de acertos anteriores.
A negativa anterior, de qualquer maneira, não deve cessar a busca contínua para que Bagé, um dia, sedie uma graduação em Medicina. É preciso, sim, manter a eterna expectativa. Um dia, com o esforço coletivo, esse objetivo pode ser tornar realidade.

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