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Municípios estratégicos para o MDB na região
Publicado em 13/11/2019

Política

Foto: Divulgação/FS

Folador é aposta do partido em Candiota

O maior partido no Brasil e terceira maior bancada no Congresso Nacional, o MDB, elegeu, no sábado passado, como coordenador regional da sigla, o vereador de Candiota, Maurício Moraes, 26 anos. O partido de grandes figuras, como o ex-senador gaúcho, Pedro Simon e o fundador Ulisses Guimarães, caminha a passos largos para se estruturar para a eleição municipal de 2020 na região. Nos municípios de Aceguá e Candiota, o MDB cravou história. Assim que ambos se emanciparam, o primeiro governo foi do partido.
Na terra do carvão, o primeiro prefeito foi Odilo Dal Molin, de 1993 a 1996 e de 2001 a 2004. E seguiu  no comando do paço municipal com Marcelo Gregório, de 2005 a 2008. O partido tem história naquele município.
Em Aceguá, o primeiro prefeito foi do MDB, com Júlio César Pintos, que foi quem estruturou o município. Na Princesa da Fronteira, até agora, o partido se revezou no comando da prefeitura, com Pintos e o atual prefeito, Gerhard Martens, do PSDB.
Para a eleição do ano que vem o nome que deve concorrer pelo partido em Candiota, é o do ex-prefeito Luiz Carlos Folador, que esteve duas vezes no paço municipal. Ele, que se consolidou como uma das maiores lideranças políticas não só do município como da região, depois de muitos anos, deixou as fileiras do Partido dos Trabalhadores e ingressou no MDB, que tem nele a grande aposta para retornar ao comando de Candiota. Em Aceguá, o nome que desponta como pré-candidato é do vereador mais longevo do município, Edmundo Pickler, que está no quinto mandato. Mas os ventos podem mudar lá para as bandas da fronteira com o Uruguai; tudo vai depender muito se o atual prefeito vai a concorrer à reeleição ou não. Dependendo, outros nomes podem aparecer como potenciais candidatos do MDB.
O fato é que o partido continua no protagonismo de Aceguá para eleição municipal que se aproxima.
Em Bagé, o cenário é diferente dos dois municípios onde a legenda se reveza no comando. No entanto, muita coisa pode mudar até o ano que vem. Na entrevista que concedeu à colunista logo depois da escolha para coordenador regional, Fabrício Morães deixou nas entrelinhas que existe sim a possibilidade de o partido ir com candidatura própria na Rainha da Fronteira, inclusive, se não for esse o caso, pode concorrer como vice. Cauteloso, complementou que essa é uma decisão que cabe ao diretório municipal.
O partido é da base aliada do governo municipal de Bagé. Até então estava à frente da Secretaria de Gestão, Planejamento e Captação de Recursos (Geplan), com o presidente do diretório municipal do MDB, Eduardo Deibler, que deixou a pasta nesta semana. A outra é a Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDI) comandada pelo ex-vereador Alencar Dal Molin. 
Com a saída da Deibler da Geplan, ao que tudo indica, o partido vai assumir outra secretaria no governo do prefeito Manoel Machado. Essa mudança deve ocorrer esta semana. É uma pasta estratégica na administração municipal.

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