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Municípios do Extremo Sul registram perda de três mil empregos formais desde janeiro
Publicado em 21/10/2019

Geral

Foto: João A. M. Filho

Em duas amostragens realizadas pela reportagem do jornal Folha do Sul com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), as informações indicam que Bagé e os municípios com até 100 quilômetros de distância da Rainha da Fronteira; além do conjunto de cidades da fronteira entre Brasil e Uruguai perderam mais de três mil empregos desde o início do ano. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Economia, na última quinta-feira.

Os dados do Caged indicam a flutuação do mercado de trabalho vinculado a trabalhadores com carteira assinada, que nos últimos sete meses, tiveram variação negativa entre os 16 municípios pesquisados pelo jornal Folha do Sul. As estatísticas apontam aumento no desemprego na região analisada em comparação a dados do início de 2019.

Realidades distintas

No acumulado do ano, somente Aceguá (+22), Pedras Altas (+6) e Santa Vitória do Palmar (+37) possuem dados que indicam que mais empregos foram gerados em relação às demissões; enquanto Bagé (-582; ou, -256), Barra do Quaraí (-8), Candiota (-1 671), Chuí (-11), Dom Pedrito (-78), Herval (-22), Hulha Negra (-42), Jaguarão (-29), Pinheiro Machado (-103), Quaraí (-37), Santana do Livramento (-81) e Uruguaiana (-488) acumularam perdas de postos de trabalho. O único caso de estabilidade localiza-se em Lavras do Sul. A Terra do Ouro, entre janeiro e setembro, registrou variação zero no saldo de trabalhadores celestistas.

Os resultados obtidos na região pesquisada contrastam diretamente com a variação registrada para o país. De acordo com a Agência Brasil, no país, registrou-se que 157 213 postos formais de trabalho foram criados no último mês. Conforme a agência governamental, a última vez em que a criação de empregos tinha superado esse nível foi em setembro de 2013, quando as admissões superaram as dispensas em 211 068. A criação de empregos totaliza 761 776 de janeiro a setembro, 6% a mais que no mesmo período do ano passado. O desempenho registrado pelas 16 municipalidades do Extremo Sul gaúcho também diferem dos registros do Estado, que acumula aumento nos registros de empregos formais de 0,62%. De janeiro a setembro, o Rio Grande do Sul gerou 15 783 novas vagas.

Bagé

As profissões de vendedor de comércio varejista (+19), trabalhador agropecuário em geral (+11), servente de obras (+10), operador de caixa e auxiliar nos serviços de alimentação (+6, respectivamente) tiveram os melhores desempenhos para setembro na Rainha da Fronteira. Por sua vez, os ofícios de auxiliar de escritório (-15), vigilante (-13) e faxineiro (-10) foram os que mais perderam postos de trabalho em relação às admissões.

No acumulado do ano, os cargos com mais vagas ocupadas foram de repositor de mercadorias (+68), auxiliar de escritório (+32), auxiliar nos serviços de alimentação (+17), garçom (+15), motorista de caminhão (rotas nacionais e internacionais) (+13), e trabalhador de pecuária polivalente (+12). Por outro lado, as atribuições com mais postos de trabalho fechados em 2019 foram de faxineiro (-73), vendedor do comércio varejista (-48), vigilante (-38), motorista de ônibus rodoviário (-34), servente de obras (-31), trabalhador polivalente do curtimento de couros e peles (-24) e pedreiro (-15).

Para o caso específico de Bagé, a reportagem mantém a divulgação dos dados do Caged, além das informações fornecidas pela prefeitura, que apontaram incorreções nas estatísticas referentes a janeiro, fevereiro e março. Por esta razão, as informações publicadas mostram as diferenças entre o saldo obtido entre admissões e dispensas do Caged (-582) e as fornecidas pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDI) (-256). A confirmação dos dados deverá ser divulgada pelo governo federal em janeiro de 2020.

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