Municipários acampam na Praça Silveira Martins
Publicado em 03/05/2013

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Mobilizados farão almoço hoje

por Niela Bittencourt

Hoje, os municipários estarão na Praça Silveira Martins até às 14h. A atividade remete a uma das reivindicações da categoria: a volta do turno único de trabalho. A ideia é realizar um almoço no local. Mais de 700 funcionários estão em greve desde o dia 25 de abril. No último dia 30, a diretoria do Sindicato dos Municipários de Bagé (Simba) recebeu um documento com uma nova proposta por parte do Executivo. Constavam índices já conhecidos, ou seja, 6,2% de reajuste salarial e 10% sobre o vale-alimentação. Também o compromisso de que as faltas, referentes à paralisação anterior a deflagração da greve, seriam abonadas, e que daqui a 90 e 120 dias, uma nova negociação teria início quanto ao valor do Refeisul.
Ontem pela manhã, parte dos manifestantes acampou na Praça Silveira Martins. Algumas barracas foram montadas e cartazes e faixas adornaram o espaço. Tudo para explicar para a população o que motiva a greve. Os grevistas lembram do piso da categoria, que é de R$330,59. Contracheques ampliados podiam ser vistos por quem passava. Outras manifestações provocavam o líder do Executivo. “Dudu, que tu receba em dobro o que nos oferece: 50 centavos”, diz um dos cartazes expostos. Outros definiam o vale-alimentação como “vale-pancho”. É preciso lembrar que, por dia, a categoria recebe de auxílio alimentação R$ 5. Com o reajuste, o valor diário passará para R$ 5,50.
Mas a concentração de grevistas não se limitou à praça. A presidente do Simba, Mariley Corrêa, diz estar satisfeita com o movimento, que “está crescendo e se fortificando”. Na manhã de ontem, alguns grupos percorreram as secretarias, onde buscaram a adesão dos colegas. “A ideia é fortalecer, ao máximo, a cada dia”, disse. Ela falou que não há nada em relação a uma possível retomada das negociações com o Executivo. Além disso, cerca de 300 funcionários, mais uma vez, foram até a Câmara de Vereadores acompanhar a sessão. Nessa ocasião, não foi diferente: os vereadores se manifestaram. Entre eles, a vereadora Márcia Torres, que defendeu o movimento como apartidário e lembrou que para aumentar o base da categoria muito terá que ser revisto no governo.
O vereador Edmar Fagundes argumentou que nenhum legislador é contra a greve. “Enquanto estão nos malhando, estamos sentados com o Executivo”, enfatizou. Já o vereador Carlinhos do Papelão não quis falar sobre o tema funcionalismo. Para ele, não há mais o que falar, é preciso buscar soluções. Para isso, propôs união entre os vereadores. Não só para resolver a situação que motiva a greve, mas também para “colocar a cidade no caminho”. “Estamos no fundo do poço. Culpam os governos anteriores, mas deveriam saber das condições antes de entrarem. Se não tinham competência, que nem viessem”, finalizou. 

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