Mulheres relatam vivências na área da Segurança
Publicado em 09/03/2020

Segurança

Foto: Divulgação/FS

Fernanda dos Santos Falkenberg atua na Brigada Militar

Dando continuidade às homenagens que o Folha do Sul fará a mulheres que atuam na área de Segurança Pública, hoje, trazemos aos leitores relatos de uma escrivã da Polícia Civil e de uma soldado da Brigada Militar.
Como muito se houve falar, "lugar de mulher é onde ela quiser" e elas se destacam em qualquer serviço, mostrando que responsabilidade, comprometimento e eficiência não lhes faltam. Veja alguns exemplos:
Fernanda dos Santos Falkenberg, de 28 anos, é soldado da Brigada Militar. Acadêmica do curso de Direito, ela está há sete anos e meio na instituição. Logo após ser formada pelo 6º BPM em Rio Grande, foi lotada em Dom Feliciano, por um ano e três meses, onde viu a realidade de uma localidade de difícil acesso e ocorrências bem distintas das que ocorrem em cidades maiores. Ela chegou à cidade, após a ocorrência de um assalto a banco, quando um colega foi morto. "Depois, fui transferida para Rio Grande, onde atuei na região central, abrangendo os bairros mais complicados e regiões mais afastadas do centro.  Atuei também no Cassino e, por fim, na sala de operações, onde recebia todas as ocorrências da cidade e despachava as viaturas, totalizando três anos, atendendo os mais diversos tipos de ocorrências", relatou. 
Desde 2017, Fernanda serve na cidade de Bagé, no setor administrativo, inicialmente no cartório de trânsito e atualmente na seção de recursos humanos. "Não vejo muita distinção no serviço entre mulheres e homens na Brigada Militar. Porém, em certos tipos de ocorrências, a população vê uma mulher na rua acha que é fácil passar por cima das leis, o que torna mais difícil a ocorrência em si, pois temos que lidar com esse preconceito. Mas existe lugar para todos na instituição. Há mulheres que se destacam nas atividades das ruas e trabalham de igual para igual com os homens, mostrando que somos capazes, sim, de estar onde quisermos", completou.
Priscila Fischer Lara, de 38 anos, é formada em Direito pela UFPEL e há três anos é escrivã da Polícia Civil, onde atua na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). "Ao ingressar na PC, trabalhei por um breve período na cidade de Dom Pedrito, onde tive o primeiro contato com a população sendo mulher policial. No primeiro momento, aprendi que um bom profissional deve analisar os fatos e circunstâncias ouvindo as partes, independente das questões de gênero. Trouxe essa experiência para a Draco, local onde exerço as minhas funções atualmente", salientou.
Priscila disse que ser mulher e policial é um desafio. "No meu caso, esse desafio iniciou quando ainda realizava o curso de formação, pois dividia o tempo entre a minha preparação e a minha filha, ainda com pouca idade na época. Determinação e certeza do que se quer são as palavras-chaves para um momento como este. O trabalho policial é peculiar e entendo que a policial mulher tem um papel especial, principalmente quando o caso envolve outras mulheres e crianças/adolescentes", elucidou. "Independente de qual a profissão que a mulher desempenhe, sempre haverá desafios, bem como dificuldades.  Para mim, o desafio diário é justamente esse, superar as dificuldades e desempenhar o trabalho com o máximo de presteza e agilidade para a comunidade", garantiu.

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