Mulheres atuantes na sociedade
Publicado em 16/03/2020

Segurança

Foto: Divulgação/FS

Março é um mês dedicado às mulheres, por isso como homenagem a elas, trazemos istórias e exemplos de mulheres que atuam na Segurança Pública. Hoje, duas escrivãs da Polícia Civil que atuam na Rainha da Fronteira.
Mirela Ritta Estivalet , 37 anos, é formada em Jornalismo, pós-graduada em Ciências Penais e facilitadora de círculos de Justiça Restaurativa, de Construção de Paz e Situações Conflitivas, pela Ajuris, com formação em Mediação de Conflitos pela Polícia Civil.
“Ao me formar em Jornalismo, decidi que seguiria apurando os fatos, mas com um outro olhar em uma busca para elucidá-los. Assim, ingressei na Polícia Civil como escrivã com a turma de 2007. Trabalhei nas Delegacias de Dom Pedrito e Candiota. Há 10 anos integro a equipe da 1ª Delegacia de Polícia”, explicou. 
A escrivã destacou que ser policial civil, participar da investigação criminal, atuar nos inquéritos policiais, cumprir  mandados de busca e apreensão e ouvir relatos inimagináveis, é algo que a desafia constantemente. “Ser a policial mulher, além de manter a harmonia entre os cuidados com as filhas, a casa, o esposo, é desempenhar todas as atividades de risco inerentes à profissão. Nesta busca pela materialidade dos delitos, a autoria e a elucidação, nunca senti nenhum tipo de preconceito por ser mulher. Passei pelo mesmo curso de formação que meus colegas homens, embora eu saiba que ainda há um estereótipo em torno do que é um policial, contudo, sempre desempenhei minhas atividades nas ruas e nas delegacias de Polícia, com muito respeito, dedicação e comprometimento”, salientou.
“Exercendo a minha função de escrivã de polícia, vejo o inquérito policial como fundamental ao Poder Judiciário, evitando que crimes fiquem sem a devida apuração e, nesse sentido, posso dizer que persigo o detalhe. Além disso, um detalhe que considero muito importante, é a atenção às partes, pois é como digo: ‘ninguém vai entrar na Delegacia de Polícia para trazer flores’, as pessoas querem resolver seus problemas. Para elas, aquele problema, naquele momento, é o maior do mundo, por isso as pessoas precisam ser ouvidas com atenção. Sinto-me orgulhosa em ser Policial Civil no Estado do Rio Grande do Sul, servindo e resolvendo os mais diversos conflitos da nossa comunidade, tanto bageense quanto da região”, completou.
Eliane Ledo Hidalgo Cereser, 55 anos, é formada em Educação Artística e há 18 anos é escrivã da Polícia Civil. Já trabalhou em duas delegacias especializadas fora da Rainha da Fronteira: na Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) e na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), no Cassino e Porto Alegre, respectivamente, bem como em outras distritais. “Ser mulher e policial é enfrentar todos os desafios que se propuserem. Nós somos capazes de exercer tal função com coragem e honestidade que são inerentes ao cargo. Dificuldades sempre surgem e sempre surgirão, mas faz parte da profissão. Eu encaro como desafios a serem enfrentados, com tranquilidade, pois a gente  sempre supera os desafios”, ressaltou.
A escrivã Eliane, atualmente desempenha as funções na 1ª Delegacia de Polícia, mas já trabalhou na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) de Bagé. “Várias situações me marcaram e continuam marcando, principalmente aquelas em que eu trabalhei e que envolviam as vítimas mais indefesas, por exemplo, mulheres, idosos, animais e homens. Nesses 18 anos de profissão tive experiências de todo o tipo. As que envolvem nosso risco de morte, essas não são tão difíceis de enfrentar,  pois, como já disse antes, são inerentes à profissão. O pior é ter que lidar com o sofrimento das vítimas”, frisou.

Deixe sua opinião