Muito mais reflexão do que comemoração
Publicado em 07/03/2019

Editorial

Amanhã é uma das datas mais badaladas, tendo em vista que sempre é anunciado um leque de atividades em alusão ao Dia Internacional da Mulher. E não poderia ser diferente. Embora já tenham ocorrido muitas conquistas direcionadas ao público feminino, como a Lei Maria da Penha, muito ainda tem de ser feito, principalmente no que diz respeito à violência contra a mulher. São casos sucessivos de maus- tratos, sejam físicos ou psicológicos, além de uma série de assassinatos. Vários casos aconteceram nos últimos dias e ganharam as manchetes dos jornais no país. Em Bagé e região, a situação não é diferente. Basta ver os boletins de ocorrências registrados cotidianamente na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA). É considerável o número de maus-tratos contra a mulher na Rainha da Fronteira. A violência parte de dentro do próprio lar praticada pelo companheiro. As estatísticas seriam bem mais elevadas se todas as vítimas registrassem na delegacia. Inclusive, algumas mulheres não prestam queixa contra seus parceiros por medo de represálias.
Portanto, essa realidade não pode ficar somente no campo do debate e, sim, partir para ações concretas. Esse não é apenas um problema social, ele ultrapassa a fronteira desse abismo, é também questão de saúde pública, muitas vezes, a maioria delas com danos irreversíveis às vítimas. Portanto, a data merece muito mais reflexão do que comemoração.

OLHO: “É considerável o número de maus-tratos contra a mulher na Rainha da Fronteira”

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