Momento de definição
Publicado em 07/01/2013

Editorial

Emanuel Müller

A reportagem especial sobre a enquete realizada nos últimos 10 dias pela FOLHA do SUL demonstra uma pequena análise sobre o trabalho dos secretários municipais que fecharam os primeiros quatro anos de gestão de Dudu Colombo à frente do Executivo. Embora não tenha caráter de pesquisa, a amostra da população que participou da escolha via internet pode apontar ao prefeito uma situação diferente no que tange ao trabalho das pastas e sua repercussão junto à comunidade. E até indicar quem possa vir a continuar executando suas atividades. Mas traz, de outra forma, a reflexão a respeito das escolhas que devem ser feitas visando ao segundo mandato de Dudu, já em andamento. Está certo que o argumento do aumento da base de partidos aliados - de sete para 15 - poderia resultar na demora para escolha do primeiro escalão. Mas agora é hora de bater o martelo para definir a equipe de trabalho. O motivo é simples: há obras importantes a serem executadas, projetos a serem concluídos e ideias a serem transformadas em ações para que sejam concluídas daqui a algum tempo. Se em uma empresa privada a indefinição sobre a continuidade ou não dos chefes, executivos ou gestores pode causar intranquilidade na equipe, por que nas secretarias municipais isso não aconteceria? Querendo ou não, gostando ou não, o sistema de gestão no Executivo e no Legislativo contam com os cargos de confiança. E essa decisão só pode ser tomada quando houver definição de quem comandará cada uma das 18 pastas do primeiro escalão de governo.  Sabe-se que a justificativa de que o trabalho não pára com interinos é verdadeira. Porém ninguém é ingênuo de saber que o ritmo de obras não é o mesmo. Afinal, o interino pode ou não continuar na função. Por mais profissionalismo que o grupo de funcionários tenha, a liderança é conquistada com o tempo, não de caráter provisório. Afora o lado laboral, existe também a sobrecarga política e administrativa. Embora Dudu confie na sua equipe e tenha tranquilidade o suficiente para esperar o momento certo do anúncio, não é assim com os partidos aliados. Muitos já demonstram insatisfação com a demora. Acreditam que após o final das eleições a situação poderia ter sido encaminhada - afinal, foram todos juntos para o mesmo barco, rumando para a reeleição que ocorreu. E agora, para completar, já existem lideranças partidárias acreditando que a culpa é da imprensa, por especular nomes. O que só acontece por falta de definições, diga-se de passagem.  Esta semana poderá ser decisiva. Nada impediria o anúncio dos titulares de algumas secretarias, deixando as "encrencas" maiores para outra data. Certo é que a definição é necessária. Porque ainda há muito a ser feito, embora os avanços constatados pela população confirmados na votação de Dudu. 

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