Março destaca protagonismo das mulheres na segurança
Publicado em 10/03/2020

Segurança

Foto: Divulgação/FS

Inspetora Maristela Renner Benites

O mês de março, assim como deveria ser em todos os outros, traz uma oportunidade de reflexão, bem como permite conhecer exemplos de mulheres que superaram os desafios que a vida lhes colocou e que trouxeram, a partir de experiências, novas formas de olhar a participação da mulher em diversas áreas da sociedade. No caso desta editoria, na segurança pública. 


Maristela Renner Benites é inspetora da Polícia Civil e está há 16 anos na instituição. Formada em Estudos Sociais e Direito pela Universidade da Região da Campanha. Inicialmente, desempenhou atividades na antiga Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), hoje Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Depois, Maristela passou a atuar na 1ª Delegacia de Polícia e agora faz parte do efetivo da 2 ª Delegacia de Polícia, atuando em investigações, cartórios e no setor administrativo. “Ser mulher e policial são coisas indissociáveis. Somos mulheres policiais; temos a sensibilidade e a atenção a detalhes que são importantes para as investigações. Dificuldades estão relacionadas a equacionar a família e os filhos com as tarefas profissionais que exigem tempo e dedicação. A Polícia Civil não tem hora, não tem feriado, pois estamos sempre vinculadas às nossas atividades. 
Os desafios estão relacionados em manter nossas vidas sem perder nossa identidade. É buscar um espaço próprio sem perder os compromissos profissionais”, salientou.


Edinara Rodrigues Gomes, 33 anos, é soldado da Brigada Militar. Graduada em Pedagogia,  pós-graduada em Pedagogia Empresarial e Educação Corporativa e especialização em Docência no Ensino Religioso. Incluiu na Brigada Militar em outubro de 2009,  no 1° Batalhão de Polícia Montada, em Porto Alegre; em dezembro de 2010, foi transferida para o 6° Regimento de Polícia Montada.
Já trabalhou no policiamento ostensivo, no policiamento comunitário, no Pelotão de Operações Especiais (POE); nos projetos sociais, no atendimento ao 190,  na Patrulha Maria da Penha, na subseção de Justiça e Disciplina, na Seção de Operações e Treinamento. Atualmente, executa funções na Seção de Recursos Humanos e Comunicação Social, além de ser instrutora do Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd).

“Como profissional mulher dentro de uma instituição a qual em sua maioria é composta pelo gênero masculino, vejo como desafio diário lidar com o preconceito que ainda existe, tanto interno quanto externo. Interno, porque alguns colegas são contrários ao efetivo feminino na corporação; externo, porque a sociedade carrega um estereótipo de policial que passa longe de ser a figura feminina. Porém, acredito que caminhamos a ‘passos largos’ para a evolução. Nós mulheres estamos conquistando nosso espaço, demonstrando competência e eficiência com muita inteligência, garra e perseverança”, disse. 

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