Cerealista Coradini
Mais de mil toneladas de soja deixam indústria para novos mercados todos os dias
Publicado em 04/05/2020

Rural

Foto: Arquivo Cerealista Coradini/Especial FS

Cerca de 70% do volume do grão que é secado já foi encaminhada para China

A expansão da área semeada com soja no Brasil nos últimos anos se tornou evidente com o país tornando-se um campeão na produção da oleaginosa. Em diversas regiões, a cultura se estabeleceu com investimentos que alavancaram a economia de municípios ainda voltados a outras matrizes produtivas. Na região de Bagé, as tradicionais culturas da pecuária de corte, de leite e a orizícola, hoje dividem espaço com a soja. Esse crescimento na área plantada na Campanha cresceu consideravelmente nos últimos 10 anos e isso fica evidente também com a movimentação durante o período de deslocamento do grão para o porto de Rio Grande, onde o destino principal é a China. 
Em Bagé, na Cerealista Coradini não é diferente. Nesta época do ano, o vai vem de caminhões é intenso.  A Cerealista Coradini, em Bagé, recebe em média duas mil toneladas de grãos por dia. Neste volume, arroz e soja ocupam quase 60 caminhões. A colheita, nas duas lavouras, ainda está em andamento na região. 
A soja tem um caminho mais rápido dentro da indústria. Em 24 horas o grão está pronto para ser transportado novamente para novos destinos. Parte do que sai deste primeiro vai para a China. Outra parte abastece o mercado brasileiro, onde se transforma em óleo de soja para o preparo de alimentos e também farelo. “Cerca de 70% do volume da soja que secamos aqui já saiu para o Porto de Rio Grande, de onde segue caminho até a China”, diz o diretor da empresa, Valmor Coradini Junior.
Movimentação intensa de caminhões
Um exemplo pode se ter com a quantidade de caminhões no estacionamento da indústria, construído para acomodar melhor os caminhoneiros e facilitar a movimentação de chegada e saída. O tempo de espera de cada um não ultrapassa quatro horas em época de safra, quando o fluxo é maior. Até meados de maio a região deve ter concluído toda a colheita do grão. E antes que a próxima safra chegue, todo o produto já terá sido escoado.
Bem mais adiantada está a colheita do arroz. Este requer um tempo maior de processamento desde a colheita até estar pronto para ser consumido. Sete dias é o período que o cereal precisa para ser seco, descascado, polido e embalado. “Embalamos todo o arroz que recebemos, ele sai daqui pronto para a mesa do consumidor”, observa Coradini Junior. O volume que chega fica apto em pouco tempo para o consumo, mas parte da produção continua armazenada na indústria e vai sendo despachada ao longo do ano, conforme a demanda, garantindo assim o alimento na mesa do consumidor o ano inteiro.
 

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