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Mais de 30 servidores do Judiciário aderiram à greve em Bagé
Publicado em 25/09/2019

Geral

Foto: Niela Bittencourt

Categoria luta contra extinção de cargo de oficial escrevente

Os servidores do Judiciário gaúcho estão parados desde ontem: a greve é por tempo indeterminado. De acordo com informações obtidas junto aos grevistas, mais de 30 trabalhadores aderiram ao movimento em Bagé. Mas há expectativa de que a adesão aumente. A categoria exige que a administração do Tribunal de Justiça abra negociação sobre os principais pleitos dos trabalhadores, principalmente quanto à questão salarial e à extinção de cargos, como o de oficial escrevente. 
Conforme explicou o representante sindical Giovanni Ferraz, a mobilização é motivada sobretudo pela PL 93, que está em tramitação na Assembleia Legislativa, e que extingue o cargo de oficial escrevente. No Estado, elucidou, são 3,5 mil oficiais escreventes. "O Tribunal de Justiça quer extinguir e contratar novos servidores na função de técnico judiciário. Isso faria com que houvesse uma discrepância: nós teríamos oficiais escreventes e técnicos judiciários trabalhando da mesma forma ; eles com plano de carreira e nós sem", explicou. "Isso nós entendemos como um desprestígio, uma desvalorização do servidor", acrescentou. 
Além disso, lembrou, a categoria está há mais de cinco anos sem qualquer tipo de reajuste. Ferraz comentou que o último reajuste foi de 2,13%. "É claro que nós compreendemos a questão do restante do funcionalismo estadual, que está sem receber, que está recebendo os salários parcelados, mas nós não podemos aceitar isso. Somos solidários a eles, mas não queremos ficar na mesma situação. Até porque o Judiciário tem orçamento próprio e nós queremos uma valorização maior", argumentou. Contudo, enfatizou que a principal reivindicação é quanto a extinção dos cargos. 
Ferraz comentou que cerca de 70 trabalhadores atuam no Fórum e, deste montante, mais de 30 aderiram ao movimento. "Não chegamos a 50%, mas com o passar do tempo queremos conquistar esses colegas que ainda estão nos cartórios", pontuou. Sobre os serviços, ele revelou que estão sendo cumpridas medidas urgentes e que há atendimento em todos os cartórios. Sobre a mobilização, que ocorre em frente ao Fórum, anunciou que será feita uma ação que objetiva o diálogo com a população. Enquanto conversa com a comunidade e explica as razões que levaram os trabalhadores à greve, a categoria pretende arrecadar alimentos, que, posteriormente, serão entregues para alguma entidade de Bagé. 

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