Lixo: uma crescente demanda
Publicado em 07/11/2014

Editorial

por Felipe Valduga
felipelvalduga@gmail.com

Uma das principais demandas a serem superadas para o progresso de uma sociedade, seja ela qual for, é o tratamento dos seus resíduos. O próprio desenvolvimento, em sua essência, ocorre através da elevação produtiva que, quando alcançada, também culmina com um aumento populacional. Isso, é claro, resulta em uma geração maior de lixo que, dessa forma, também precisa de um destino adequado.
O Plano Nacional de Resíduos Sólidos, agendado para ser instituído este ano, mas que acabou sendo adiado, prevê que todo o município do país deverá garantir um destino adequado de seus resíduos. E isso não mais através dos antigos lixões, mas por meio de espaços específicos, onde somente será feito o depósito dos itens orgânicos. Já materiais como plásticos, metais e outros devem ser reciclados.
Matéria publicada nesta edição da FOLHA do SUL expõe uma situação inusitada sobre o tema em Bagé. O aterro sanitário, criado há menos de uma década, para garantir a destinação adequada do lixo aqui produzido, já não atende tudo que é produzido. Tal registro, aliás, vem fazendo com que o espaço seja “invadido” por pessoas que encontram, ali, um local para recolher itens de certo valor mesmo que, para isso, não obedeçam a regras instituídas.
O próprio representante da associação de separadores, que no aterro atua com o propósito de viabilizar um destino adequado ao lixo, confirma que a quantidade de material tratado diariamente não alcança o total das 75 toneladas produzidas pelos bageenses.
Ou seja, nesse fato incomum, demonstra-se que a política de tratamento de resíduos da Rainha da Fronteira clama por novas medidas. Sejam elas através de incentivos para que a associação possa ampliar sua atuação e, assim, garantir a separação total do lixo produzido, ou por meio de políticas mais abrangentes no que tange à conscientização da comunidade para o encaminhamento do resíduo de forma já separada.  Esta segunda opção, em uma rápida análise, resultaria em uma facilitação ao trabalho dos separadores que, por sua vez, poderiam agilizar os procedimentos e atender a demanda existente.
Independente do caminho a ser adotado, é fato que a Rainha da Fronteira precisa de um olhar mais atento para essa questão.

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