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Lideranças trabalhistas prestigiam exibição do filme Legalidade
Publicado em 20/08/2019

Política

Foto: Divulgação/FS

Políticos do partido do Estado marcaram presença

Além de nomes renomados da televisão e do cinema brasileiro, lideranças do PDT prestigiaram a sessão especial do filme Legalidade, do diretor bageense Zeca Brito. Entre eles, Ciro Gomes, que concorreu a presidente da República no ano passado e a deputada estadual, a neta de Leonel Brizola, Juliana Brizola.
A exibição, que aconteceu no 47º  Festival de Cinema em Gramado, foi uma homenagem ao ator, Leonardo Machado, morto em setembro do ano passado. Ele era o protagonista do filme e mestre de cerimônias do festival. Familiares do ex-presidente, João Goulart (Jango) e do ex-governador, Leonel Brizola, marcaram presença.
Foi um momento histórico para o cineasta Zeca Brito. Junto dele, os pais, Sapiran Brito, que faz parte do elenco do filme, e a mãe Marilu Teixeira da Luz, seus maiores apoiadores.
 

Longa retrata período histórico
O filme de Zeca Brito é ambientado no ano de 1961, um dos períodos mais turbulentos do país. Nesse ano, Leonel Brizola liderou um movimento no Rio Grande do Sul, sem precedentes na história do Brasil chamado Legalidade. Cenários da história real, algumas locações de filme foram no Palácio Piratini e na praça da Matriz.
Quando Jânio Quadros renuncia à presidência do Brasil, o vice-presidente João Goulart se torna o sucessor ao cargo. No entanto, setores da sociedade, liderados pelos militares, clamavam pelo impedimento da posse de Jango, temerosos de suas posições de esquerda. Liderado por Leonel Brizola, o movimento Legalidade é criado para garantir a posse do vice-presidente, colocando grande parte do Rio Grande do Sul contra o núcleo do Exército. Em meio à turbulência política e social, um triângulo amoroso é formado entre Cecília (Cleo Pires), Luís Carlos (Fernando Alves Pinto) e Tonho (José Henrique Ligabue). O ator Leonardo Machado interpretou Leonel Brizola.
O longa-metragem do bageense está entre os 12 filmes brasileiros que concorrem para representar o país no Oscar, em 2020.

Diretor do lecine
Zeca Brito assumiu o comando do Instituto Estadual de Cinema (Iecine). O cineasta é mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul ( Ufrgs), com ênfase em História, Teoria e Crítica, graduado em Realização Audiovisual pela Unisinos e Poéticas Visuais pela Ufrgs. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 16 de agosto. 
Em entrevista publicada no site oficial do governo do Estado, Brito afirma que o Iecine tem que fomentar a produção local, garantir a circulação e exibição através de equipamentos culturais e editais públicos. Preservar, perpetuar a memória imaterial, documental e criativa dos realizadores audiovisuais do Rio Grande do Sul, registro cultural de um povo, uma época e sua escrita histórica. Além disso, segundo ele, promover a interiorização e internacionalização da produção audiovisual do Estado. “O Iecine deve se envolver na tarefa de formar o público para o cinema gaúcho e nacional, oportunizar a fruição cultural e ocupar os espaços culturais do Rio Grande do Sul, alfabetização audiovisual. Também deve ser missão do Iecine atender as cidades do interior do Estado que não têm salas de cinemas”, acentuou o bageense.

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