Liberação de dinheiro terá decisão hoje
Publicado em 21/05/2020

Política

A videoconferência marcada para hoje entre governo e governadores, será o marco decisivo para acerto entre os poderes. Presidente Bolsonaro, presidente da Câmara, Rodrigo Maia, Supremo Tribunal e governadores, estarão decidindo os próximos passos, que farão parte do acordo para liberação de dinheiro aos estados e municípios. Dependendo do que estará sendo discutido, dá para afirmar que o afrouxamento das medidas dos governadores e prefeitos entrará na pauta da negociação. É claro que nenhum dos lados vai querer ‘dar o braço a torcer’. Para que ninguém saia perdendo, politicamente, o consenso vai prevalecer. Nenhum dos lados vai querer sair do debate, deixando transparecer que errou. Algo já previsto. Alguns estados e municípios já se adiantaram e estão diminuindo a pressão sobre o confinamento. Afrouxando as regras violentas tomadas até o momento. O governo, por sua vez, também está tomando suas decisões e publicou no Diário Oficial, o uso da Cloroquina. Sempre com uma vírgula a mais para mostrar uma coisa óbvia: Dependerá do médico, com autorização do paciente, a aplicação do medicamento. O que mudou foi a ‘autorização do paciente’. É direito do médico, receitar ao paciente o tipo de remédio que ache necessário para a cura de qualquer doença. Basta ter a aprovação da Anvisa. Como se sabe, a Cloroquina está em uso há muito tempo, por isso, o médico pode indicar o remédio para combater o vírus. O diferencial é que terá que ter a autorização do paciente. E aqui vem à mente outro ditado popular: "Quem está prestes a morrer afogado, se agarra em arame farpado”. Qual paciente vai dizer não ao médico que o atende? Portanto, é tudo o que já comentamos neste espaço. Essa foi a parte do Ministério da Saúde. A parte dos governadores foi a declaração de João Doria, governador de São Paulo, ferrenho adversário de Bolsonaro que declarou: “Levarei ao presidente uma mensagem de paz, harmonia e entendimento, na reunião de hoje. Temos que estar juntos para salvar vidas. Não é hora de politizar, brigar e estabelecer disputas. Temos que estar juntos”. Declaração forte de um governador que apoiou Bolsonaro na campanha eleitoral e depois passaram a brigar. É claro que a decisão é do próprio partido (PSDB), que terá influência em outros governadores do mesmo partido. Bom senso e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Já está tudo acertado, como previsto. Tem dinheiro para salvar muitos municípios e estados obedecendo a certas regras. E quem é louco de perder dinheiro? Ainda mais em um ano eleitoral. A paz esteja com eles. KKK. Concordam ou não?
Lula reaparece na imprensa com suas teses
A manchete do Correio Brasiliense copiada da Carta Capital, é interessante para análise. Leia: “Ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavírus”. Para poder entender o ‘ainda bem’, fui ler a matéria que colo parte dela aos leitores: “Um fator positivo da pandemia do novo coronavírus foi a valorização da necessidade da máquina pública no Brasil. Quando vejo alguns discursos dessas pessoas falando; quando vejo essas pessoas acharem bonito que tem que vender tudo que é público, que o público não presta para nada… Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar, que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises”. Em alguns aspectos, ele tem razão. O Estado tem que dar cobertura a crises da saúde. Isso está previsto na Constituição: “Saúde, direito de todos e dever do estado”.  Usar o vírus para defender a estatização, combatendo a privatização, é que não se encaixa no momento pelas quais vivemos. Serve para defender programas de partidos políticos. E explico. O que está pronto para ser privatizado, pelo menos que se saiba, não é a saúde. São outros setores deficitários que incharam a máquina pública, causando o rombo que vem crescendo dia a dia. O gasto excessivo e as gestões politiqueiras é que tem causado o aumento da dívida pública, prejudicando a todos nós que pagamos impostos. Há setores prioritários que devem ficar com o governo. Mas tem outros, que podem ser administrados pela iniciativa privada, gerando impostos para o aumento do bolo, que serão privatizadas. Saúde, pelo que se sabe, não está neste estágio. Porém, sempre tem um porém, política é política e nada surpreende. Certo?

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