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Jovem descortina o véu obscuro da depressão
Publicado em 23/09/2019

Editorial

Muito se ouve falar que é necessário conversar sobre a depressão e o setembro amarelo suscita esse tipo de debate. Porém são poucos os que sofrem com essa doença e têm a coragem de descortinar esse véu obscuro para um jornal, como fez a estudante do curso de Jornalismo, Leticia Franch, 26 anos. A falta de coragem em encarar a depressão como uma doença grave - e o tabu que ainda envolve esse problema - é uma das maiores causas de suicídios em todo o mundo. Essa chaga atinge principalmente jovens. Profissionais apontam que a depressão pode se manifestar de diferentes formas. Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, por isso a importância de estar atento e identificar o problema,  éo que o primeiro passo. As estatísticas do aumento da depressão ao redor do mundo são assustadoras. Ela é traiçoeira e cruel, e o silêncio é a maior arma dessa doença considerada o “mal do século”. Letícia convive com esse mal desde os 6 anos e aos 17 anos foi diagnosticada com o problema. Ela faz uma declaração contundente sobre esse calvário. “A depressão é uma doença silenciosa. Tem um ditado que diz: 'Às vezes, a pessoa mais triste do circo é o palhaço'". Ela faz outras revelações a respeito do problema. É um testemunho forte e que deve suscitar uma reflexão mais profunda em torno desse assunto. Com certeza o testemunho dessa jovem e promissora jornalista vai ajudar muito a outros que ainda não tiveram a coragem de encarar a depressão de frente e sem medo expor o problema.

“Ela é traiçoeira e cruel”.
 

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