Jornalismo profissional em tempos de pandemia
Publicado em 08/04/2020

Editorial

Foto: Márcia Sousa

O advento das redes sociais levou qualquer um se sentir no direito de disseminar informações. Embora essas ferramentas tenham mexido com o mundo da comunicação, se não utilizadas por profissionais para produção de notícias, elas acabam se tornando letais. Não é à toa que hoje as duas palavras da moda são as fake news, que nada mais são que notícias falsas. Em meio a tudo isso, e nesses tempos sombrios de pandemia, ficou evidente o quão é importante o papel do jornalismo profissional na produção de informação confiável ao leitor. Uma pesquisa recente do Instituto Datafolha aponta o jornalismo profissional como a fonte confiável neste momento de crise. Aparecem no topo da preferência, TVs e jornais, com 61% e 56%. Programas jornalísticos de rádio e sites de notícias, com 50% e 38%, respectivamente. A cobertura do coronarívus fez redações do mundo inteiro se reinventar de uma maneira sem precedentes da história. Muitos jornalistas tiveram que se recolher para suas casas e de lá montar um QG para não deixar desabastecidos os leitores e assinantes. Essa realidade bateu à porta do jornal Folha do Sul, que teve de demandar esforços e transformações na forma de produzir conteúdo, sem jamais deixar de cumprir com a obrigação maior e o motivo da existência de um jornal – que é entregar o impresso aos assinantes. Em tempos de disseminação de notícias falsas, a sociedade espera respostas dos jornalistas profissionais, pois são muitas as dúvidas, angústias e medos. Mas também esperança. E é por isso que vamos ao front e a reposta tem sido gratificante. Num trabalho integrado entre redação do impresso e cobertura on-line, os resultados são positivos. Para um jornal com apenas 10 anos de existência, a audiência do nosso leitor nos faz crer que o jornalista jamais pode parar, ele tem que estar sempre à frente do seu tempo. Só nesta semana foram mais de 140 mil visualizações nos textos de cobertura sobre coranavírus e mais de 76 mil visualizações em vídeos. A cobertura on-line, capitaneada pela jornalista Niela Bittencourt, demonstra a força do jornalismo profissional e comprometido. O trabalho do jornalista Fernando Tólio na frente da câmera tem batido recordes. Mas, em meio a tudo isso, somos desafiados por aqueles que ficam atrás das telas de computadores e celulares pregando a negação sobre a pandemia e acusando os profissionais de imprensa de ser sensacionalistas. Ocorre que hoje a informação também é um remédio para a cura, principalmente por esses que, além de desafiar a imprensa, desafiam os profissionais de saúde e toda uma estrutura preparada para conter esse mal que assola o planeta. Conscientização acima de tudo, pois esse é o papel do jornalismo e disso ele não vai arredar pé jamais.

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