Irritação na audiência pública
Publicado em 01/05/2013

Geral

por Emanuel Müller

Com a finalidade da audiência pública, alterada pela ausência das explicações do Governo Municipal, os funcionários públicos aproveitaram o espaço para se manifestar. Os vereadores de oposição ocuparam a tribuna com teor em relação mais à mobilização dos municipários do que propriamente pela criação das secretarias. O presidente do Sindicato dos Professores Municipais, Loi Lacerda, disse que o governo não compareceu ao evento "porque não tinha argumento para defender a criação das secretarias". Lacerda afirmou que a Prefeitura deveria se preocupar com dívidas em relação a precatórios, INSS e ao Funpas - segundo o sindicalista, neste último o valor chega a R$ 270 milhões. Já a presidente do Sindicato dos Municipários, Mariley Correa, criticou a postura do Executivo. "É incoerência dizer que não se pode dar aumento aos funcionários enquanto quer criar três ou quatro secretarias", criticou. Mariley informou que a categoria seguirá paralisada. A presidente apresentou o ofício do vice-prefeito, Carlos Alberto Fico, reiterando a proposta já apresentada aos servidores. "Dizemos não a essa proposta", afirmou.  Representando os agentes comunitários de Saúde, Paulo César Veiga criticou a ausência do prefeito no município durante a greve dos servidores. "Quero pedir ao vereador Caio Ferreira que, na sessão da Câmara de quinta-feira, peça a retirada definitiva do projeto das secretarias", manifestou. O representante dos funcionários do DAEB, Flávio Gutierres, salientou que haverá uma assembleia na terça-feira para saber se a categoria irá aderir à greve. "O governo diz que não pode conceder aumento por causa da máquina pública, mas isso não é levado em conta na hora de criar as secretarias", disparou Gutierres. Ele complementou informando que se o projeto for aprovado na Câmara os servidores irão se mobilizar para entrar com pedido de alteração da Lei Orgânica por iniciativa popular, reunindo 5% do eleitorado. O presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde Coletiva, Nélson Gonçalves, criticou a situação da saúde municipal - em especial os problemas de terceirização de serviços. Gonçalves revelou que no dia 3 será realizada uma assembleia para saber se os agentes também irão aderir à paralisação. 

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