INTELIGENCIA E CONSCIÊNCIA SUSTENTAVÉL
Publicado em 26/10/2019

Opinião

Vivemos numa sociedade onde a vida encontra-se ameaçada em suas mais variadas formas e o ser humano está distanciando-se cada vez mais de si mesmo, do outro e da natureza. 
Em relação ao meio ambiente vemos acontecer fatos estranhos e inusitados, sejam eles de ordem climática ou ao aparecimento de grandes problemas nas áreas produtivas de alimento.
A forma como exploramos hoje os recursos naturais, está deixando o nosso planeta doente. Com o consumismo exagerado, provocamos a ira da “mãe natureza” e, dessa forma, ela tende a não querer mais a nossa presença, como se fôssemos um corpo estranho e não parte integrante dela.
Diante desse cenário percebemos que nos encontramos numa grande encruzilhada de nossa existência. Fica o desafio: mudamos nossa forma de viver, ou pereceremos de forma brutal e imersa em nossos próprios resíduos.
Compreendemos que é preciso transcender o pensamento utilitário, rompendo o paradigma do consumismo e reciclar nosso modo de pensar, de olhar, de sentir o outro ser humano e todos os seres vivos, reconhecendo-os todos como irmãos.
Se olharmos para a nossa existência, a partir de uma visão cristã, damo-nos conta que foi o sopro divino que nos acordou para a vida. Conforme o relato do texto sagrado do livro do Gênesis 2,7, “o Senhor Deus formou, pois  o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida; e o homem se tornou um ser vivente”.
Portanto, nós seres vivos, somos incapazes de viver desconectados da raiz da vida que brota da fonte criadora do eterno. É dessa raiz que vem o sustento de todas as formas de vida. 
Quando nos aprofundamos na filosofia franciscana percebemos que Francisco de Assis tinha clara convicção que é o Criador que sustenta nossa vida e compreendia a terra como um ser vivente onde tudo está interligado. 
Partindo desse princípio da interdependência, somos chamados a ser suporte e sustento do irmão e da irmã que caminha ao nosso lado, sentindo-nos todos corresponsáveis em deixar, para as futuras gerações, o mundo melhor do que encontramos.
Enfim, o caminho que desponta para nós, como cristãos, é de fazer uma reflexão sobre a realidade em que vivemos e promover uma cultura com valores, princípios e atitudes sustentáveis e responsáveis em defesa e promoção da vida. 
Seguindo os passos de São Francisco, convido a rezar e meditar a oração dele. Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz. Onde há ódio, que eu leve o amor. Onde há ofensa, que eu leve o perdão. Onde há discórdia, que eu leve a união. Onde há dúvida, que eu leve a fé. Onde há erro, que eu leve a verdade. Onde há desespero, que eu leve a esperança. Onde há tristeza, que eu leve a alegria. Onde há trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado. Compreender, que ser compreendido. Amar, que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém!  Que o Senhor vos abençoe. Paz e Bem!

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