Inflação alerta consumidores e empresários
Publicado em 22/06/2013

Vitrine Empresarial

Foto: Stela Vasconcellos/EspecialFS

Lina sente aumento no bolso

“O preço do feijão e do arroz está dando diferença. O tomate, a cebola e a batata também estão mais caros”, diz a dona de casa Lina da Silva Oliveira. Assim como ela, cada  consumidor identifica a inflação no setor que mais consome. A partir de alimentos, medicamentos, vestuário, produtos de higiene e limpeza, combustíveis e aluguéis, o custo de vida está mais alto e a classe média é quem mais sofre com a diferença.
De Porto Alegre, onde acompanha ações da Fecomércio- RS, o presidente do Sindilojas Bagé, Nerildo Garcia Lacerda, confirma: “a classe média paga toda a diferença, porque os pobres têm o Bolsa Família e os ricos dão a volta por cima, têm como se recuperar. Sofrem os pequenos lojistas, os micro e pequenos empresários. A classe lojista não está vendendo e, como o comércio representa 76% do Produto Interno Bruto (PIB) de Bagé, não entra dinheiro para o governo. O povo não tem dinheiro e não adianta aumentar os salários, porque as empresas não vão poder pagar com tantos impostos e contribuições sociais. Se o governo não reduzir os custos da máquina pública, nós nunca vamos sair do buraco.”

Não é bom para ninguém
O supermercadista Lindonor Peruzzo afirma que a inflação não favorece ninguém. “Para nós, como comerciantes, também não é bom, porque acabamos vendendo menos”, diz. Ele observa que custos mais elevados faz com que o empresário os repassem para o consumidor, porque não há outra saída. Em determinados setores, o reajuste da matéria-prima se dilui, já que existem outros fatores que determinam o preço final.
A farinha de trigo é um exemplo. De dois meses para cá, ela aumentou cerca de 30%. Com a variação cambial, Peruzzo prevê novo aumento, o que reflete no preço de massas, biscoitos e pães. O tomate, que foi o precursor dos aumentos, está custando menos agora. Em compensação, a cebola, o arroz e o leite foram os próximos a ceder à pressão inflacionária.

Serviços
Diante da situação, o setor de serviços também atualiza preços. Peruzzo conta que um serviço que custava R$ 70 passou para R$ 80, o que significa um aumento de 15% no preço, portanto acima da inflação.

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