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Cuidados para distribuir impresso
Infectologia diz que é muito difícil contágio do coronavírus a partir do toque em um jornal
Publicado em 25/03/2020

Geral

Foto: Leisa Soria

Jornal sai da esteira para ser transportado para caminhões

A preocupação com a higiene é imprescindível em função da pandemia do coronavírus. Entre as preocupações de muita gente está o manuseio do papel jornal. Na edição de ontem, o jornal  Zero Hora publicou sobre os cuidados que o Grupo RBS está tomando para distribuir os impressos.
A reportagem chama a atenção que os leitores dos jornais comprados em bancas, bem como os que recebem em domicílio, devem ter os mesmos cuidados de higiene que são seguidos em relação aos outros itens que vêm da rua; por exemplo, lavar bem as mãos após o manuseio dos exemplares e higienizar a superfície onde as páginas tiveram contato.
Os setores de operação e logística do Grupo RBS, já estão tomando medidas para aumentar a segurança dos ambientes e dos trabalhadores do Parque Gráfico Jayme Sirotsky, no bairro São João, em Porto Alegre, e nos 31 centros de distribuição (27 no Rio Grande do Sul e quatro em Santa Catarina),  responsáveis pela impressão e entrega dos exemplares da empresa. “Moderna, a rotativa que imprime as edições é automatizada. Ou seja, opera por comandos que não necessitam da interferência humana em praticamente todo o processo”, enfatiza a reportagem.
Zero Hora entrevistou a infectologista do Serviço de Controle de Infecção da Santa Casa e do Hospital Porto Alegre, Gynara Rezende. Ela acredita ser muito difícil o contágio por coronavírus a partir do toque em um jornal. Além de o contato ser mínimo, a edição impressa é um artigo seco – a umidade, por outro lado, tem mais concentração de vírus e bactérias, para efeito de comparação.
A médica faz algumas recomendações que aumentam a segurança dos leitores. Deve-se evitar encostar as mãos no rosto (boca, nariz e olhos) durante a leitura, prestando especial atenção a uma prática comum: não molhe a ponta dos dedos na língua antes de folhear as páginas. Também é preciso evitar ler o jornal durante as refeições – outro hábito disseminado, e que deve ser abandonado, é o de conferir as notícias enquanto se degusta o café da manhã. O melhor é abrir o jornal em uma superfície lisa, como uma mesa, que possa ser higienizada em seguida. Terminada a leitura, a pessoa o descarta e lava as mãos com água e sabão. Gynara não indica o reaproveitamento das folhas.
— Depois de lido, coloque o jornal no lixo seco. Não embale utensílios dentro de casa, não forre o chão. Não neste momento — orienta a infectologista.


Produção do jornal diário 
Para que os leitores conheçam melhor como é a produção do jornal diário, a reportagem da Zero Hora descreve, passo a passo, como funcionam as áreas de operações e logística. O papel utilizado, comprado de fornecedores no Canadá e no Brasil, chega ao parque em bobinas, cada uma delas pesando em torno de 1,2 tonelada, embaladas em um papelão espesso. Os estoques costumam ser suficientes para o período de dois a três meses – o que quer dizer que, até que seja utilizado na rodagem, o papel-jornal fica armazenado por até 90 dias.
Uma empilhadeira leva a bobina até a máquina, onde um trabalhador retira a embalagem que a protege. Nesse momento, há contato do trabalhador com o papel, mas esse pedaço será logo desprezado, conforme explica Péricles Cenço, diretor de operações da Zero Hora. Para fazer ajustes necessários à adequada impressão dos conteúdos, a rotativa descarta o equivalente a cerca de 200 exemplares no início da utilização de uma bobina. A partir daí é que a impressão passará a valer, depois de feitos todos os acertos.
Depois de receber a tinta que imprime os textos e as imagens, os jornais são levados, também de forma autônoma, até uma dobradeira, na qual as edições são cortadas e dobradas, dando o formato em que o leitor recebe suas edições. Na dobradeira, garras automáticas pegam os exemplares individualmente, conduzindo-os por uma esteira até a área de remessa. Os exemplares, também de maneira automática, são empilhados e amarrados com uma fita plástica resistente. Esses blocos de jornais são então empurrados para uma esteira principal, que conduz o material para o interior dos caminhões. Em cada veículo, uma pessoa é responsável por organizar as pilhas, tocando nelas apenas quando necessário.
— ''Dentro do parque gráfico, praticamente ninguém toca nos jornais'' — afirma Cenço.
A exemplo de outras áreas do Grupo RBS, o Parque Gráfico Jayme Sirotsky alterou rotinas e adotou diretrizes que buscam proporcionar maior segurança aos profissionais e, consequentemente, aos leitores. Há uma intensificação da limpeza de superfícies, portas são mantidas abertas para melhor ventilação, funcionários evitam transitar entre diferentes andares e as escalas de trabalho agora preveem intervalos entre turnos, para que as equipes não se encontrem e não fiquem mais expostas.
A reportagem informa que o  contato dos trabalhadores com os jornais é mínimo, já que as pilhas são carregadas pelas cintas plásticas que as envolve. Todos que manuseiam os blocos de exemplares, no caminho entre os centros de distribuição até os entregadores, estão orientados a limpar as mãos com frequência durante o trabalho. Foi pedido que os entregadores permaneçam o menor tempo possível dentro dos centros de distribuição, por serem locais fechados.
Jornal Folha do Sul
O  Folha do Sul publica reportagem Zero Hora da edição de ontem, pois o jornal, que o assinantes e bancas em Bagé, também é impresso na gráfica do Grupo RBS em Porto Alegre. Por isso, a importância de esclarecer os leitores, com base na publicação do jornal da capital gaúcha.
Conforme a diretora do jornal Folha do Sul, Leisa Soria, os entregadores  receberam álcool em gel e luvas para fazer a entrega nas residências em Bagé.

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