No Ar
Folha do Sul
Web Rádio

Imposto único precisa ser negociado
Publicado em 22/07/2019

Visão Geral

Outra pendenga à vista. A reforma tributária, pelo que se observa, não tem encontrado quem a conteste. Ela é necessária, inclusive para manter empregos através do crescimento da economia. O que se paga de imposto, ao redor de 35%, não encontra concorrência em país nenhum do mundo. Pelo menos nos países sérios. O que é ser sério? Vamos lá tentar explicar. O governo deve enquadrar seus gastos a partir da arrecadação. É semelhante ao “chefe de família”. A primeira coisa que faz é lutar por um salário digno. Neste caso, vou dar um exemplo a partir de uma arrecadação familiar de R$ 2 mil. Ele coloca os compromissos mensais, tais como: aluguel, luz, água e imposto predial, que quase sempre vem embutido no contrato de aluguel. Leva em consideração no seu gasto, alimentação, higiene e vestuário. Vamos dizer que isso consuma 80% de seu salário. Lhe “sobra” a cada final de mês R$ 400. A partir daí ele pode investir em coisas consideradas supérfluas. Todos os números acima são fictícios, apenas servem como exemplo. Tudo isso é contrariado pelos governos que se estabeleceram no Brasil. Arrecadação vem baixando nos últimos cinco anos, contrariando o gasto público que vem subindo a cada ano que passa. Qualquer empresa que não controlar seus gastos, enquadrando na arrecadação, quebra em pouco tempo. Temos milhares de exemplos em todo o país. A dívida pública brasileira chegou ao patamar estratosférico do trilhão. Para o próximo ano está previsto um déficit ao redor de R$ 150 bilhões. Já imaginaram calcular o que o país paga de juros? Eu nem me atrevo. Não cabe em minha maquininha de calcular. Pois bem, para que a economia cresça é necessário ações de governo. Cortar gastos supérfluos. Diminuir viagens e seus “penduricalhos”. Deixar a máquina pública enxuta. Cortar até o “cafezinho” se necessário. Mas aí não governa. Temos que lembrar que tudo depende do Congresso. Nos estados, das assembleias legislativas e, nos municípios, as câmaras de vereadores. Então, aí depende do governo ter a maioria nos legislativos. Depende de negociação que, nem sempre aqui no Brasil, tem sido pacífica. No atual governo, há uma guerra de “foice no escuro” para saber quem quer aparecer mais. É em todos os setores da atividade pública. Há pendengas no governo, no Legislativo e Judiciário. Cada um quer tirar sua “lasquinha” para mostrar quem tem mais poder. O exemplo foi a reforma de Previdência, que exigiu “esforço” financeiro para ser aprovada em primeiro turno. Ainda não foi concluída e outra guerra está estabelecida: A reforma tributária. A Câmara tem uma o governo vai mandar outra. Segundo as matérias publicadas, ele vai usar o Senado. A intenção é o choque entre Câmara e Senado. Para mim, isso vai sair “mais caro” que a reforma da Previdência. O Imposto Único, a primeira vista, ainda não está sendo contestado. Mas o conflito de interesses provocado por dois projetos, um da câmara outro do governo, é que vai colocar sujeira no ventilador. Dias e meses turbulentos vamos acompanhar daqui para frente. É esperar para ver. Concordem ou não, está na mira dos políticos 2022: Bolsonaro quer a reeleição e Rodrigo Maia quer ser candidato. Nós pagamos o “pato”! Hoje, em Brasília, se reúnem os secretários estaduais da Fazenda (Confaz) que pretendem apresentar proposta própria de reforma tributária que poderá ser apensada ao projeto da Câmara dos Deputados que começou a tramitar por lá. Como sabemos quem mais tem se reunido com os governadores é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Então, é mais uma confusão. Dar tempo ao tempo!    
 

O maior carnaval do mundo passa ao Estado
O governador Witzel anunciou que assumirá o Sambódromo do Rio a partir de agora. Ele negociou com o prefeito Crivella e assumirá o “maior espetáculo da terra”. Na semana passada em entrevista, anunciou o investimento de 10 milhões em obras, cujo objetivo é transformar a região em um centro gastronômico cuja arrecadação servirá para financiar o carnaval. Como se sabe, o sambódromo foi construído pelo governo do Estado, na gestão de Brizola, as pessoas não entenderam o porquê teria passado ao governo municipal. Política, ora bolas. Darci Ribeiro projetou a obra para que funcionasse todo ano como escola pública. Não sei se ainda funciona. O governador anunciou no investimento a construção de uma grande escola. Em muito menor dimensão, é o projeto da “Ponte Seca” que faturaria o ano inteiro para financiar o carnaval e outras obras sociais. Será que o projeto não poderia passar também ao Estado? Já que todos os prefeitos que por aqui passaram não tiveram recursos para dar andamento à obra. Não é de se pensar na solução?   
 

Deixe sua opinião