Carência em UTIs de outras cidades ocasiona transferências para Bagé
Hospitais da região são alternativa para falta de leitos
Publicado em 04/07/2020

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Foto: João A. M. Filho

A reportagem do jornal Folha do Sul consultou a 7ª Coordenadoria Regional de Saúde em relação ao atendimento a pacientes com coronavírus de outros municípios e regiões do Estado, que têm recebido atendimento em Bagé. De acordo com o titular da 7ª CRS, Ricardo Necchi, três pessoas de outras regiões são atendidas atualmente na Santa Casa de Caridade, e o direcionamento dos leitos – somente para casos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – é feito pela Central de Regulação de Leitos do Estado.

Conforme o governo do Estado, a Secretaria Estadual da Saúde regula o acesso aos leitos de UTI Neonatal, Pediátrico e Adulto, por meio de uma central no Complexo Estadual Regulador. A central recebe a solicitação de uma vaga de UTI a partir do médico assistente de hospital que não possui leitos de terapia intensiva ou não dispõe de vaga no momento. A equipe médica da central classifica o risco, por meio de informações sobre as condições clínicas, exames complementares e diagnóstico médico, e procura, na rede do SUS, pelo serviço que atenda as necessidades da pessoa. Identificada a vaga, o leito é reservado e disponibilizado ao hospital solicitante.

No caso de Bagé, que têm três pessoas de outras regiões em UTI – duas de São José do Norte e uma de Caçapava do Sul, conforme Necchi, acontece por conta da falta da leitos disponíveis para atendimento na região de origem delas, por isso, a Central de Regulação encaminhou esses pacientes para Bagé. “O fluxo é direcionado da seguinte forma: a pessoa que necessita de atendimento é encaminhada pela equipe médica e então, é verificada a disponibilidade de leitos na região de residência. Caso não existam leitos disponíveis, ele é encaminhado para regiões próximas, como foi o caso de três  internados na Santa Casa de Caridade”, explicou.

Ocupação inferior a 20%

Necchi ainda ressaltou que a taxa de ocupação de leitos exclusivos para atendimento à covid-19 na região não chegou a atingir 20% da capacidade. Por isso, a situação de disponibilidade de leitos permanece normal para os seis municípios integrantes da 7ª CRS – Aceguá, Bagé, Candiota, Dom Pedrito e Lavras do Sul, mesmo recebendo pessoas de outras regiões. “Somente são transferidos os que estão em estado grave, com necessidade de atendimento imediato, com ou sem respirador. Os leitos clínicos não estão incluídos e, portanto, os pacientes não são transferidos de outras regiões para a nossa. Por isso, temos uma boa disponibilidade de leitos para atender aos casos locais”, acrescentou.

Atualmente, três entre os cinco pacientes internados em UTI em Bagé são de outras localidades, uma delas em estado grave que utiliza respirador, as outras apresentam quadro estável.

O Rio Grande do Sul conta com 297 hospitais que prestam atendimento específico a pacientes da covid-19 e a taxa geral de ocupação das UTIs no Estado, até as 16h de ontem, era de 71,4%, o que suscitou o apelo do governador Eduardo Leite para que nos próximos 15 dias, a população faça o máximo para ficar em casa e sair somente em casos de emergência.

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