Hora de unir forças
Publicado em 21/10/2015

Editorial


Por mais que a sequência de chuvas que vinha atingindo o Rio Grande do Sul, inclusive Bagé e região, já tivesse demonstrado a capacidade destrutiva da natureza, ninguém esperava a precipitação registrada ontem: 85 milímetros em pouco mais de três horas.
O resultado do ocorrido não poderia ser outro: diversos pontos alagados, algumas residências atingidas e muita dificuldade para trafegar, em especial porque, dessa vez, não apenas as ruas sofreram, mas até pontilhões acabaram ficando, de fato, intransitáveis – alguns submersos.
Óbvio de que em meio a esses cenários sempre se buscam culpados. Mas mais importante que isso é buscarem-se soluções. Primeiro, atender quem sofre com a chuva, garantir mecanismos para que essas famílias possam superar o momento de drama, e, depois, aí sim, criar planos que evitem futuros danos.
A articulação iniciada pelo Executivo, na parte da tarde, demonstrou algo nesse sentido. Reuniu não apenas seus membros, mas quem atua na segurança da população. Ouviu sugestões e, daí, definiu algumas medidas. As imediatas consistem em buscar apoio do Exército e da Defesa Civil do Estado. Até porque, como evidenciado, o município não tem conseguido dar conta de todas as demandas – em especial as estruturais – que surgiram.
Mas algumas posições, estas para um segundo momento, voltam a salientar a necessidade da conscientização. Porque a chuva não evidenciou apenas sua força natural, mas algo que ficava escondido nos arroios: muito lixo. Esses resíduos, em épocas como estas, não apenas trazem prejuízos à saúde, mas contribuem para a elevação dos problemas, até porque travam o fluxo da água nos sistemas de drenagem, fazendo com que tudo acabe subindo à superfície.
Tornar Bagé uma cidade mais eficiente e capaz de enfrentar as intempéries não será resolvido apenas com uma infraestrutura aperfeiçoada, mas com a colaboração de toda a comunidade. Hoje é preciso unir forças, mas amanhã também.

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