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Governo anuncia reforma administrativa e magistério pode reagir com greve
Publicado em 09/10/2019

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Foto: Reprodução/FS

Audiência ocorre hoje

O governador Eduardo Leite anunciou que irá propor uma série de mudanças no plano de carreira dos servidores públicos. Ele garantiu que pretende levar à Assembleia Legislativa seis projetos de reforma nas remunerações e contratações do funcionalismo. A ideia, segundo ele, é gerar até R$ 25 bilhões em 10 anos. Ele garantiu que o anúncio ocorreu após conversas com a base aliada do governo. Agora, informou que dialogará com sindicatos e bancadas de cada setor que será afetado pelas mudanças. 
O governo divulgou que, partindo do cenário de que 82% da receita atual está comprometida com o pagamento de pessoal, o pacote de medidas proposto é focado em contenção da despesa vegetativa, previdência, cargos comissionados, isenções, benefícios fiscais e reforma tributária. "As propostas não estão concluídas. Antes de protocolá-las na Assembleia Legislativa – o que está previsto para a segunda quinzena de outubro –, o governador Eduardo Leite iniciou na segunda-feira o debate público, buscando explicar os motivos e as consequências esperadas e, seguindo a proposta da agenda do diálogo, colher sugestões para ajudar na construção", divulgou o Piratini, no site oficial. “Não tem mais como adiar essas medidas. Daqui a 20 anos, tanto eu e o nosso governo, quanto os deputados, vamos olhar para trás e ver o legado que foi deixado. Sei que não é fácil, pois estamos mexendo em algo que funciona desse jeito há muito tempo. O governo federal, por exemplo, reformou as carreiras e revisou benefícios há mais de 20 anos. Se não fizermos algo agora, o RS vai paralisar daqui a alguns anos”, disse Leite. E afirmou, com uma fala direcionada aos deputados: “Sei que a decisão é difícil, mas está se pensando no legado, e não no governo. O governador não representa o governo, os deputados não representam a Assembleia. Ambos representamos o Estado, o povo”. "Os pontos-chaves são as questões vinculadas à incorporação de gratificações, o plano de carreira para o magistério, o abono família e o vale-refeição para os professores, e as questões da Previdência nas alíquotas, nas idades e tempos adequados à PEC 6 (Reforma da Previdência e na base de cálculo", detalhou o governador, em coletiva de imprensa.

Ato público e mobilização dos professores
Um grande ato público está previsto para o 15 de outubro, Dia do Professor. A mobilização ocorre em Porto Alegre e docentes de Bagé devem participar, uma vez que um ônibus está sendo disponibilizado pelo 17º Núcleo do Cpers Sindicato. A diretora do núcleo local, Delcimar Vieira, explicou que, no Dia do Professor, o governo iniciará o pagamento da folha, uma afronta, como definiu. Assim, a orientação, da central, é "construir a greve", como explicou, "em defesa do salário em dia, do 13º e da reposição de 27,3%". Assim, ressaltou, que no momento em que o governo levar à Assembleia os projetos, em 72 horas, a categoria deverá parar. Ela mencionou que são cinco anos sem reposição salarial. E a realidade, hoje, é de salários parcelados e muitos professores endividados, "comprando" os salários no Banrisul. 
Ontem à tarde, a central do Cpers divulgou que a entidade foi convidada pelo governo a participar de uma audiência com o governador. O encontro está previsto para hoje, no início da tarde. A ideia é debater a proposta de reforma administrativa. “Restam ainda muitas dúvidas. Vamos questionar exatamente qual é a proposta para comparar com o nosso plano de carreira e enviar à base. Agora, não é possível que percamos absolutamente nada a mais do que já perdemos. É inadmissível, por exemplo, com o salário que temos, que haja uma maior alíquota previdenciária”, avaliou a presidente Helenir Schürer.

 

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