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Gestores e arquitetos apresentam pré-projeto do futuro Teatro Municipal de Bagé
Publicado em 21/08/2019

Geral

Foto: Divulgação / Casa [a] Arquitetura / Especial FS

Estrutura terá aspectos ligados à modernidade e história da cidade

A Biblioteca Municipal Doutor Otávio Santos recebeu, na tarde de ontem, representantes das artes, além do secretário de Gestão, Planejamento e Captação de Recursos, Eduardo Deibler; secretária de Turismo e Cultura, Anacarla Oliveira; vice-prefeito Manoel Machado; e presidente da Comissão Pró-Teatro Municipal de Bagé, Gladimir Aguzzi, que junto à equipe da Casa [a], empresa especializada de Ijuí em projetos ligados à cultura, apresentaram o pré-projeto do futuro Teatro Municipal.

O local escolhido após várias reuniões entre os organizadores, definiu que o espaço que sediará a estrutura ficará junto à Biblioteca Municipal e terá, ao todo, 968,18 metros quadrados, com o foyer (284,31m2) – salão onde os espectadores aguardam o início de uma apresentação-, e o próprio espaço de espetáculos (683,87 m2), que contará com estrutura de acessibilidade e também vai revitalizar a própria biblioteca, que ficará unida ao teatro e se tornará espaço de referência para as artes na cidade. O espaço projetado terá três andares e poderá ter 395 lugares – a depender de detalhes que ainda podem ser alterados até ser finalizado.

O pré-projeto é assinado pelos arquitetos Jean Turcatto, Tailan Ribas, chefiados por Elso Englentner Filho. Completa o time o produtor cultural Francisco Roloff, especializado na captação de recursos para implementação da iniciativa. “Adequamos o projeto à realidade financeira atual e nossos principais desafios eram as limitações de espaço e a criação de novos acessos para garantir segurança e acessibilidade ao público”, destacou Turcatto. De acordo com a equipe, a proposta arquitetônica visa aliar o uso de materiais característicos das construções modernas – concreto pré-moldado, ferro fundido cortado a laser e outros materiais-, sem esquecer as particularidades históricas da cidade. “Escolhemos projeto arquitetônico de uma estrutura ambientalmente sustentável, que usa energia solar e reaproveita a água da chuva, além de contar com a estrutura de ferro externa com inspiração nos arabescos da arquitetura Ibérica – principais influências históricas presentes na arquitetura de Bagé (Portugal e Espanha)”, ressaltou Roloff.

Para Deibler, a apresentação marca o renascimento de um projeto que constitui o sonho da classe artística de Bagé há 100 anos: “Este projeto reúne o que existe de melhor para o município e o melhor é que não usará dinheiro dos cofres públicos da cidade”, disse. Isso porque, segundo Roloff, a captação de recursos será feita via Lei de Incentivo à Cultura: “Todos os custos e encargos serão captados junto à iniciativa privada – que reverte o valor que seria pago em impostos ao projeto-, e caberá à Prefeitura de Bagé, conselhos e Comissão Pró-Teatro a aprovação, para que possamos passar à próxima fase, com o destaque para que todos os materiais disponíveis e mão de obra sejam oriundos da própria cidade”, ressaltou.

Segundo Aguzzi, além do próprio espaço para a plateia e o palco de apresentações, no terceiro pavimento, terá locais para ensaios, salas multiuso, camarins, cenários, figurinos e outras finalidades que ficarão a serviço da classe artística de Bagé.

 

Próximos passos

Conforme Anacarla, a partir da apresentação, os gestores municipais estabeleceram um prazo de 10 dias para receber sugestões e reunir o Conselho de Turismo, Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental do Município de Bagé (Compreb), além da própria Comissão Pró-Teatro, para apresentarem suas sugestões e ideias para encaminhar à fase seguinte, onde a equipe técnica da Geplan deverá vistoriar e aprovar o projeto; para enfim, passar à fase de captação de recursos e iniciar a construção, que tem estimativa de duração de 18 a 24 meses. “Será um marco histórico para Bagé e região”, disse Machado.

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