Gauchão pode terminar regionalizado
Publicado em 06/06/2020

Esportes

Foto: Tales Leal / AI ECP

FGF trabalha com, pelo menos, três possibilidades para viabilizar campeonato

    Há semanas, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) vem trabalhando na elaboração de um plano para a retomada da primeira divisão do Campeonato Gaúcho. Para isso, o presidente da entidade, Luciano Hocsman, mantém contato com o governador Eduardo Leite, para elaborar um protocolo dentro das recomendações do distanciamento controlado vigente no Estado. Neste cenário, a Federação trabalha com algumas possibilidades para a volta do Gauchão.
    A primeira delas, que surgiu ainda no início das negociações para a volta do campeonato, foi o torneio ser finalizado em sede única. Entretanto, isso já foi descartado pela FGF. “É lógico que a intenção nossa é que façamos as partidas de cada clube em seu estádio. Esse é o cenário ideal, mesmo com portões fechados e sem torcida. O que nós praticamente descartamos é uma sede única, uma cidade, pois entendemos que em termos de logística é muito complicado, tendo em vista que são 12 equipes. É tu mover uma usina para ascender uma lâmpada”, afirmou Hocsman, em entrevista concedida à Vale TV.
A segunda previa que cada clube jogasse em seu próprio estádio. Porém, devido às bandeiras, que cada região recebeu no sistema de distanciamento controlado, essa possibilidade está praticamente descartada. A maior parte das 20 regiões definidas no distanciamento controlado recebeu a bandeira laranja. Nessa cor, há uma série de restrições para a prática de atividades esportivas, como a limitação de treinamentos físicos e a proibição de trabalhos coletivos, o que impede a realização de jogos. Se o Gauchão fosse retomado hoje, somente a cidade de Ijuí estaria liberada, já que recebeu a bandeira amarela. 
Outra possibilidade ventilada nos bastidores é a regionalização do torneio. Segundo o presidente da FGF, o Gauchão seria divido entre duas ou três regiões, tentando fazer o deslocamento mínimo entre equipes. “Agora, nós dividimos em duas, três regiões com capacidade de estádios grandes, onde minimamente conseguirmos deslocar um número mínimo de equipes, isso a gente vem pensando desde março. Claro que agora com a situação das bandeiras vem ganhando mais força. O cenário ideal seria cada um jogar em seu estádio. A segunda opção é a regionalização. As bandeiras hoje não permitem que a gente faça o cenário ideal, mas temos ainda 45 dias, inclusive se precisar esperar mais um pouco a gente espera”, garante Hocsman.

Bagé na mira
    Imediatamente, nas redes sociais, iniciaram as especulações sobre quais seriam as possíveis sedes para o término do Campeonato Gaúcho. Uma delas, segundo as especulações, seria Bagé. Isso porque, desde o início do sistema de bandeiras do distanciamento controlado, a Rainha da Fronteira se mantém na bandeira amarela, que engloba as restrições mais brandas contra a pandemia de coronavírus. Porém, é necessário analisar uma série de fatores. A retomada do torneio está prevista para acontecer entre a segunda quinzena de julho e o início de agosto. Isso pode coincidir com o recomeço da Divisão de Acesso, que também tem previsão inicial para agosto. Além disso, nenhum clube da série A do Gauchão é da região, portanto, o deslocamento entre cidades aumentaria ao invés de diminuir. Com isso, os clubes teriam que aumentar as despesas para arcar com os custos de viagem, alimentação e hospedagem. Também é necessário levar em conta que alguns times do Gauchão participam de outras competições a nível nacional, em que os custos são altos. Por isso, é provável que a FGF aguarde um pouco mais para bater o martelo sobre a competição.

Deixe sua opinião