Festival Bageense de Teatro resgata cultura
Publicado em 01/05/2013

Geral

Foto: Divulgação/FS

Programação vai até domingo

por Juliana Andina

Iniciou, na noite de ontem, o 1º Festival Bageense de Teatro com a apresentação da peça “Fica comigo esta noite”, do grupo Cia de Artes Aleatórios. A apresentação foi precedida por uma tarde de oficinas, que trabalhou a expressão corporal.
De acordo com o ator e um dos organizadores do evento, Tom Peres, do Grupo Entreatos, a idealização do Festival surgiu após a competição de esquetes e stand-up, realizada em 2011. “A ideia do festival surgiu exatamente da necessidade de ter uma constância de trabalhos teatrais na nossa cidade. Local e data para interagirmos com outros grupos do Estado e um evento que seja totalmente voltado ao teatro”, enfatiza.
A movimentação cultural remete, também, segundo Peres, ao histórico da Rainha da Fronteira que, recebeu, em seu antigo Teatro Municipal, importantes peças internacionais. “O festival trará grandes grupos de fora para se apresentar, tendo nossa cidade como ponto de apreciadores do teatro e,  principalmente, grupos locais fortes que apresentam trabalhos durante o ano todo, assim como era antigamente. Com isso, podemos sonhar mais alto, e logo imaginar grandes companhias se apresentando em Bagé”,  avalia.
O ator pontua que a união entre os grupos da cidade também foi outro fator importante. “É o espírito do festival. Queremos todos os amantes da arte junto com a gente. Não adianta reclamarmos que não tem apoio daqui e dali, temos que ir à luta. Claro que sabemos muito bem quem temos que agradecer e quem falhou com a gente, mas seguimos a luta com os guerreiros que temos”, destaca.
Grande parte dos espetáculos foi trazido de outras partes do Rio Grande do Sul e, como explica Peres, a escolha avaliou a qualidade, custos e as oficinas oferecidas. “Todos os grupos se mostraram extremamente solidários ao festival. Fizeram preços acessíveis. Usamos, como critérios, a qualidade dos espetáculos, acesso, parceria de espetáculo e oficina e valor dos trabalhos, sendo este nossa maior dificuldade, sabendo da situação da montagem do festival sem lei do incentivo”, relata.
Em relação à escolha da Vila de Santa Thereza, ele diz que o teatro local é o que apresenta os espaços técnicos necessários. “Bagé hoje não tem um teatro municipal, e isso torna o festival difícil. Então, buscamos Santa Thereza pela parceria com os responsáveis e pelo teatro Santo Antônio ser um dos poucos com estrutura técnica capaz de receber espetáculos, mesmo com espaço do palco pequeno”, garante.

Oficinas
Na tarde de terça-feira, a oficina aconteceu no auditório do Palacete Pedro Osório. Quem ministrou as aulas foi Ingrid Silva Duarte, formada em Artes Cênicas, pela Universidade Federal de Pelotas. “Tivemos uma boa participação dos inscritos. Trabalhamos este lado lúdico, do ridículo, do ingênuo. Foi muito proveitoso”, argumenta.
Como afirma Peres, as oficinas irão complementar o festival. “Vão trazer propostas de várias escolas diferentes e servirão como incentivo à busca do teatro na nossa cidade”, encerra.

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