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Feira do Livro tem oficinas e apresentações que destacam povos e culturas
Publicado em 08/11/2019

Geral

Foto: Niela Bittencourt

Crianças aprenderam um pouco sobre a arte milenar japonesa

O papel que ganha vida por meio das letras, ontem, também foi material de trabalho para jovens que puderam conhecer um pouquinho da cultura japonesa. Isso durante a Feira do Livro, que ocorre até domingo, no largo do Centro Administrativo. A oficina de origami contou com a participação de 13 crianças. Todos eles fizeram, por meio da arte milenar de criar figuras com dobraduras em papel, o tsuru, uma ave sagrada do Japão, que também é símbolo de sorte, felicidade, longevidade e fortuna. 
A oficineira Neila Barriogi comentou que a ideia da oficina surgiu justamente porque o tema da feira deste ano está ligado aos povos e as culturas. Foi a oportunidade então, da jovem compartilhar os conhecimentos sobre origami e, assim, a organização pôde ter um pouquinho da cultura japonesa representada na 22ª Feira do Livro de Bagé. Neila conta que o origami, para ela, é um hobby, uma paixão, que vem desde a adolescência. Ela, inclusive, tem uma página (Dobrando Sorrisos), onde compartilha suas criações.
Na oficina, ela apresentou a arte de dobrar papéis; as crianças confeccionaram um marcador de páginas. Todas elas levaram os trabalhos para casa. A oficineira destacou que a prática ajuda aqueles alunos mais agitados a ficarem mais focados, também desenvolve a paciência e a coordenação motora, assim como estimula o senso de coletividade, já que as crianças são incentivadas a ajudarem umas as outras quando as dificuldades e dúvidas aparecem. 

The Manifest agitou a tarde
Quando a música começou, junto aos primeiros passos do grupo de dança The Manifest, muitos olhos quase não piscavam. Ninguém queria perder os movimentos cheios de significado dos dançarinos. Coreografia e figurino chamaram atenção, assim como a dramatização que integra o número dos artistas. Hyra, após a finalização da apresentação, que conquistou muitos aplausos do público - a maioria de crianças e adolescentes -, falou que tudo o que foi mostrado era bastante especial, uma forma de o grupo mostrar um pouquinho da história e da cultura africana. "Esse trabalho é muito sério. Vi que muitos ficaram pensando: "Por que estão batendo neles”? Isso conta a história do nosso povo, que veio para o Brasil trazido da mãe África", destacou. Ele completou a explicação ao elucidar que se trata de um trabalho político, que lembra o quanto os negros foram e são maltratados e machucados. 

 

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