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Farsul e Fundação Pró-Sementes divulga resultados de Ensaio de Cultivares em Rede
Publicado em 18/07/2019

Rural

Foto: Divulgação/Grupo Tholl

Seca em Bagé prejudicou desempenho de variedades

Os resultados do Ensaio de Cultivares em Rede (ECR) de soja safra 2018/2019, elaborado pela Fundação Pró-Sementes em parceria com Sistema Farsul e patrocínio do Senar-RS, foram divulgados na terça-feira, na sede da federação. O levantamento tem por objetivo testar o desempenho das principais cultivares de soja usadas no Rio Grande do Sul em diferentes localidades para verificar as variedades que apresentam melhor produtividade em cada região.
 “Esse estudo, que exige um forte investimento, tem apoiado os produtores a escolher as sementes que serão usadas e a conhecer caraterísticas de novas cultivares lançadas todo o ano. Nosso projeto é ampliar o processo para descobrir as melhores janelas de plantio para as regiões”, afirmou o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira.
Foram selecionados os municípios de Cachoeira do Sul (várzea e coxilha), Passo Fundo, Santo Augusto, São Luiz Gonzaga, Bagé, São Gabriel, Tupanciretã e Vacaria. As condições climáticas foram favoráveis na maioria das regiões, com exceção de Bagé, que enfrentou seca nos meses de janeiro e fevereiro, e Cachoeira do Sul (várzea), que foi perdido por excesso de umidade.
A coordenadora da unidade de Pesquisa e Desenvolvimento da Pró-Sementes, Kassiana Kehl, resumiu o resultado de todas as regiões e apontou diferença de produtividade de até 24 sacos por hectare dependendo da cultivar e região, o que significa, na prática, um ganho de R$ 1 704,00. Essa diferença é muito significante”, afirmou.
 
Informações para os produtores
As cultivares foram agrupadas em dois grupos, de acordo com seus ciclos de maturação. A equipe um congregou os materiais precoces, e o segundo grupo avaliou os de ciclo médio a tardio.
O levantamento também concluiu que as variedades precoces são as mais produtivas, especialmente num clima normal.  O vice-presidente da Farsul, Elmar Konrad, ponderou a importância de plantar não só as precoces, mas também as ciclo mais tardio para se prevenir em caso de clima desfavorável.
Konrad destacou que, além do estudo facilitar a escolha das melhores cultivares para cada localidade, seu histórico também mostra a evolução do desempenho das lavouras gaúchas, cujas médias de produtividade mais baixas e mais altas estão mais próximas. A redução foi possibilitada pelo uso de novas tecnologias e melhora do manejo. Os resultados completos do estudo estão na publicação “Desempenho de Cultivares de Soja Indicadas para o Rio Grande do Sul – Safra 2018/2019”. O estudo está à disposição de todos os produtores rurais do Estado no site www.farsul.org.br e na página da Fundação Pró-Sementes para o ECR: www.fundacaoprosementes.com.br. Interessados também poderão acessar o conteúdo na sede da Farsul e nos sindicatos rurais do interior.
 

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