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Familiares e amigos clamam por Justiça para Maria Eduarda Arce Costa
Publicado em 13/08/2019

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Foto: João A. M. Filho

Jonathan ressaltou não querer que a morte caia no esquecimento

Na praça de Esportes, no centro de Bagé, familiares e amigos de Maria Eduarda Arce Costa, 18 anos, assassinada a tiros após o ataque de pistoleiros à casa onde estava com o namorado, no bairro Getúlio Vargas, por volta das 0h30min de sexta-feira, 2 de agosto, se reuniram na tarde de ontem para pedir justiça.

A mãe, a diarista Dalila Arce Costa, 41 anos, declarou que o protesto visa sensibilizar os órgãos de segurança e a Justiça a manter os culpados na cadeia e também responsabilizar o namorado de Maria Eduarda pelo ataque. “Ela tinha voltado para nossa casa e a pedido dele, voltou para a residência do namorado, onde aconteceu o ataque. Isso foi na segunda-feira da semana que ela morreu”, disse. Segundo a irmã, Jéssica Arce Costa, 22 anos, Maria Eduarda somente teria aceito o pedido porque ele garantiu que largara vício em drogas – uma dívida contraída com traficantes teria motivado o ataque que matou a jovem e deixou o namorado, de 24 anos, ferido com um tiro nas costas.

“Ela estava no lugar errado, na hora errada”. Assim disse a dona de casa Deine Ávila, 41 anos, amiga da família há 15 anos, que viu a jovem crescer e manifestou revolta com a morte violenta. “Era uma menina muito querida por todos. Não bebia, nem fumava. Sempre foi muito carinhosa e dedicada à família. Por isso, faço questão de registrar que ela era totalmente inocente e não deve ser julgada por ter namorado um usuário de drogas”, declarou. Deine ainda disse que é tia de outra jovem vítima de homicídio, Franciele Modernel Scholant, 14 anos, morta após ser esfaqueada no centro de Bagé, na madrugada de 10 de janeiro de 2016. “Não aguento mais ver nossos jovens serem mortos. Isso tem que parar”, sustentou.

Descrita como uma jovem de família simples e dedicada aos familiares, Jéssica disse que Maria adorava crianças e também fazia serviço de babá. “Ela estava muito animada porque ia almoçar com a família da criança que cuidava, no mesmo dia que morreu”, lamentou. “Ela não tinha maldade e não via o mal em outras pessoas. Por isso, voltou para a casa do namorado”, complementou a mãe.

Por sua vez, a melhor amiga de Maria, Dienifer da Costa Maglioni, 18, conheceu a jovem há quatro anos e cultivava uma amizade próxima: “Nós sempre estávamos juntas e ela era praticamente minha única amiga. Muitas vezes, ficávamos até tarde conversando. Foi um choque para mim quando soube, porque ela me contou que tinha vontade de se separar”.

Apoio

Para garantir que os culpados pela morte sejam responsabilizados, Jéssica criou uma página no Facebook com o nome “Justiça Maria Eduarda” e no aplicativo WhatsApp, intitulada “Justiça pela Maria Eduarda”, onde os familiares e amigos expressam a intenção de fazer um abaixo-assinado a ser entregue aos órgãos de Justiça, além de buscar advogado que assessore a família e faça o acompanhamento do caso. “Não queremos que vire somente estatística. Pedimos Justiça por ela”, encerrou o trabalhador em aluguel de brinquedos, Jonathan Costa, 29.

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