Expectativa de um alívio
Publicado em 05/02/2015

Editorial

por Felipe Valduga
felipelvalduga@gmail.com

O ano de 2015 iniciou, sem sombra de dúvida, pesado para o bolso do brasileiro. Custos com energia, água e combustíveis incidem sobre uma fatia cada vez maior do salário – vamos dizer defasado – do trabalhador.
A situação, mesmo não sendo inédita, culmina com a redução do poder aquisitivo e, desse modo, o brasileiro compra menos. O giro de capital diminui e o país ganha, a cada dia, novos desafios no setor econômico mundial. É um circulo vicioso que acaba comprometendo todos.
Resta, ao trabalhador, se virar. Encarar o problema de frente. Mas é preciso, quando possível, cobrar os órgãos controladores (governo). Ou seja, não foge da luta, mas não aceita o tiro de peito aberto.
Neste cenário, contudo, ainda há uma pequena esperança de alívio. O Procon iniciou, esta semana, a percorrer postos de combustíveis para verificar se os preços encravados nas bombas de gasolina e de diesel estão abusivos ou não. Ora, é fato que os valores adotados, no geral, ficaram acima da elevação anunciada pela União junto às refinarias: R$ 0,22 para a gasolina comum, por exemplo.
Somente em Bagé, a reportagem da FOLHA do SUL percorreu os postos da cidade e detectou aumentos de até 30 centavos. Talvez isso não seja suficiente para uma intervenção, mas somente o alerta de que a fiscalização de defesa do consumidor está atuando já pode contribuir para que os preços não sejam exagerados.
Ah! Elevações de 40 centavos ou mais são avaliadas como abusivas pelo Procon.

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