Esporte não se cala frente ao racismo
Publicado em 05/06/2020

Esportes

Foto: Reprodução/Twitter

Jogadores do Liverpool se ajoelham contra o racismo

Assim que foi amplamente noticiada a morte do norte-americano George Floyd, 46 anos, no dia 25 de maio, rapidamente diversas personalidades e entidades se manifestaram contra o racismo ao redor do mundo. No esporte, não seria diferente. Ao longo dos dias, foram inúmeras as manifestações, tendo o auge no último dia 2 de junho, quando a hashtag #BlackOutTuesday ganhou força nas redes sociais. Evander Holyfield e Mike Tyson (ex-campeões mundiais pesos-pesados no boxe); Usain Bolt (atletismo); LeBron James e Stephen Curry (jogadores de basquete); foram alguns dos nomes mais conhecidos no mundo do esporte que aderiram a campanha. 
Uma das imagens mais emblemáticas produzidas durante a campanha foi o gesto dos jogadores do Liverpool, atual campeão europeu, que se ajoelharam no círculo central do campo do estádio Anfield, em referência ao gesto feito por policiais durante os protestos nos Estados Unidos. Rival em campo, o Chelsea também repetiu a cena contra o racismo.
No Brasil, vários times usaram as redes sociais para manifestar solidariedade às vítimas do racismo. Em seu perfil no Twitter, o Internacional publicou uma foto antiga que mostra torcedores negros e brancos e fizeram uma alusão as mortes ocorridas no Brasil, em decorrência da violência policial. Já o Grêmio usou o nome de lendários ex-jogadores do clube, além de citar o cantor e compositor Lupcínio Rodrigues, autor do hino gremista. Boa parte dos clubes integrantes da Divisão de Acesso, como  Bagé, por exemplo, usaram as redes sociais para se manifestar contra o racismo. 

Curiosidade
Qualquer apreciador do futebol, que pesquise um pouco sobre a história do esporte, vai descobrir que nos primórdios a prática era algo elitista no Brasil. Alguns dos principais clubes brasileiros barravam a entrada de jogadores negros. Há relatos que ficaram famosos, como o caso do jogador do Fluminense Carlos Alberto. Mulato, ele usava maquiagem para disfarçar a cor da pele.
A partir do início do século XX, os negros passaram a ser aceitos nos clubes. De acordo com o livro Guia Incompleto das Primazias de Bagé, dos pesquisadores Cláudio Lemieszek e Elida Hernandes Garcia, o jogador Cláudio Lancrout, conhecido como Candonga, teria sido o primeiro negro com registro profissional a disputar jogos oficiais no Rio Grande do Sul. Ele atuou na dupla Ba-Gua no início da década de 1920.

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