Emater atualiza situação de lavouras de soja após precipitações
Publicado em 01/02/2020

Rural

A Emater/RS-Ascar informou, na quinta-feira, em seu Informativo Conjuntural, que as chuvas registradas nas últimas semanas em todas as regiões do Rio Grande do Sul acabaram por amenizar os efeitos do déficit hídrico da estiagem, fator que faz com que as plantas já apresentem sinais de retomada no desenvolvimento. Conforme a Emater, a cultura está nas seguintes fases: 37% das lavouras na fase de desenvolvimento vegetativo, 36% em floração e 27% na fase de enchimento de grãos.

Na região de Bagé, da Emater, que conta com 13,1% da área de soja do Estado, a chuva trouxe um pouco de tranquilidade aos produtores, apesar da manutenção das altas temperaturas (36°C a 39°C). Em Rosário do Sul, as lavouras semeadas no cedo estão entrando em floração e enchimento de grãos e já recebem aplicação de fungicida. Em Dom Pedrito, as chuvas abrangentes e com volumes significativos ocorridas em janeiro favoreceram as plantas. Em geral, as lavouras que se apresentam nas fases de desenvolvimento vegetativo e em floração estão em bom estado fitossanitário; os produtores vêm controlando as ervas invasoras nas lavouras mais novas e, nas mais adiantadas, as pragas.

Em Hulha Negra, no geral, o estande da maior parte das lavouras apresenta falhas motivadas pela ocorrência de chuvas excessivas pós-plantio nas lavouras do cedo, e nas do tarde, pela falta de precipitações. Tal irregularidade ocasionou porte desuniforme das plantas. A fitossanidade é boa, com poucos casos de doenças de manchas foliares e oídio; nas pragas, constata-se incidência de lagartas desfolhadoras, ácaros e tripes. Os produtores realizam os controles, juntamente com o das reinfestações de ervas daninhas. Em Manoel Viana e São Borja, apesar das chuvas, o volume tem sido insuficiente às plantas em período crítico de florescimento e enchimento de grãos. Já são observadas reduções no potencial produtivo das lavouras. Na região de Bagé, a comercialização da saca de 60 quilos oscilou entre R$ 71 e R$ 86.

Condições para orizicultores

No que se refere à cultura do arroz, as precipitações também favoreceram ocorridas para a reposição dos mananciais hídricos, trazendo um alento aos produtores de arroz atingidos pelos efeitos da estiagem em dezembro e durante boa parte de janeiro. A cultura no RS mantém bom estado de desenvolvimento e se encontra nas seguintes fases: 55% das lavouras em fase de germinação/desenvolvimento vegetativo, 28% em floração, 14% em enchimento de grãos e 3% em maturação.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, as lavouras encontram-se nas fases de germinação/desenvolvimento vegetativo, floração e em enchimento de grãos, mantendo adequado estado de desenvolvimento. Em Hulha Negra, mais uma semana com alta disponibilidade de radiação solar influenciou positivamente no bom desempenho das lavouras cujo potencial produtivo fora afetado pelas semeaduras tardias. Em Uruguaiana, 98% das lavouras encontram-se em estágio de florescimento e apresentam ótimo estado de desenvolvimento. Igualmente, em Dom Pedrito, as lavouras estão com bom desenvolvimento e bom estado fitossanitário. Na regional de Bagé, o preço tem variado entre R$ 45 e R$ 49, a saca de 50 quilos.

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