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Em pauta o uso excessivo de telas eletrônicas por crianças
Publicado em 15/11/2019

Política

Foto: Rafael Ribeiro/especial

Abaixo-assinado foi entregue ao presidente da Assembleia Legislativa

A presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Cristina Helena Targa Ferreira, entregou nesta semana, ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luís Augusto Lara (PTB), um abaixo-assinado que reforça a importância do Projeto de Lei (440/2019), de autoria do deputado Pedro Pereira (PSDB). A proposta estabelece a obrigatoriedade de colocação de uma etiqueta de advertência para o uso moderado de telas eletrônicas por crianças de até 10 anos de idade. 
O documento foi assinado por aproximadamente 1,3 mil médicos, que pedem que a tramitação da matéria seja rápida no parlamento gaúcho e que, em plenário, a proposta seja aprovada. O ato contou com a participação da autora da proposta, deputada Fran Somensi (Republicanos), que é a relatora da proposição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da 1ª vice-presidente da SPRS, Helena Müller.
Pedro Pereira, que é médico, explicou que o objetivo é alertar aos pais e à sociedade para os perigos do uso excessivo de aparelhos eletrônicos por crianças. “A aprovação deste projeto, é uma questão de saúde pública. Uma advertência de que o celular, o tablete e a televisão provocam danos irreparáveis no desenvolvimento das crianças, caso elas usem excessivamente os aparelhos eletrônicos”, afirmou o parlamentar. 
Cristina  considera que o uso excessivo de telas por crianças é um problema sério, levando à obesidade, alterações de humor (ansiedade e depressão), déficit de atenção e diminuição do rendimento escolar. “A medida, se aprovada, permitirá orientar a sociedade e indicar qual é o tempo máximo ideal que as crianças podem ficar expostas a essas tecnologias. A etiqueta traz este alerta: de 0 a 2 anos de idade: não recomendado; de 2 a 10 anos de idade: máximo de duas horas por dia com supervisão”, explicou.

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