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Eleição no Uruguai foi parelha
Publicado em 26/11/2019

Política

Poucos desconhecem minha simpatia pelo Uruguai. A tal ponto que muito amigos afirmam que sou ‘meio uruguaio’. Curto uma simpatia por aquele povo, que tenho inúmeros afilhados, filhos de grandes amigos meus. E isso, não nego, pois conquistei embasado em minha profissão de radialista. Quantas transmissões da Copa Libertadores da América, quando as dificuldades para conseguir ligação telefônica com a capital uruguaia, me valia de pessoas amigas, que trabalhavam na antiga CRT. Mantinha contato com a Rádio Carve e conseguia a onda curta de 49 metros, o que facilitava a transmissão. Mas não fui o primeiro. Quem deu o pontapé inicial foi o saudoso Olmes Leguissimo, que transmitiu um jogo do Guarani no estádio Centenário. Mas abriu o caminho que posteriormente foi trilhado por mim. Minha afinidade com o povo e o futebol uruguaio, proporcionou que realizasse muitos jogos treinos, entre as equipes de Bagé e times de primeira e segunda divisão Uruguaia. Uracan Buceo, Cerro, River, Nacional, Penharol, La Luz e Fenix. Alguns deles me nomearam consul em Bagé. Certa feita, inclusive, isso conto em minhas memórias que estão registradas em poder do Eron Vaz Matos, aguardando complementação para impressão de um livro, a rádio Carve foi a base para transmissão a outras emissoras do Brasil. Rádios Bandeirantes de São Paulo, Nacional, Mauá e Tupi do Rio, entraram em cadeia no jogo Santos e Penharol. Todo o sistema de linhas internacionais estava fora do ar. Alguns culparam a greve dos profissionais de comunicação de três países. Outros atribuíram ao ‘cabo submarino’ que teria se rompido. Pois bem, independente do que causou o problema, durante a abertura da transmissão minha cabina no estádio Centenário foi invadida por profissionais do Rádio Brasileiros, tais como Jorge Curi, Doalcei Bueno de Camargo, Orlando Batista e Pedro Luiz, que acabaram participando da transmissão. Essa história me veio à mente, justamente no momento em que o Flamengo Conquistou a Copa Libertadores da América que coincidiu com a eleição para a presidência do Uruguai. Se diga de passagem, acompanhei em parte a cobertura das emissoras e dos jornais de Montevidéu. Como tenho amigos que são simpatizantes da Frente Ampla, brancos e colorados, sempre me motiva a acompanhar tudo que acontece naquele país. Outra vez foi uma ‘penca’ de dois candidatos, que foram ao segundo turno. Até a madruga de segunda-feira, quando o Jornal El Pais, colocou em na página na internet, o candidato dos brancos venceu com pequena margem ao situacionista da Frente Ampla. Mas nenhum quis dar opinião, porque a ‘Corte Eleitoral” não anunciou o vencedor. Vai depender de uma revisão, natural em votação com cédula. Este sendo projetada para quinta-feira desta semana. Leia o que diz a reportagem da jornalista Magdalena Martínez. “Após uma noite eleitoral eletrizante e um resultado com uma igualdade sem precedentes, será necessário esperar que o Tribunal Eleitoral examine todos os votos para anunciar o nome do vencedor das eleições presidenciais do Uruguai. Com 96% das urnas apuradas, às 23h30min de domingo, o resultado marcava um empate técnico, com uma pequena vantagem para o líder da coalizão de direita, Luiz Lacalle, com apenas 1,5 ponto a mais que seu rival Daniel Martinez, da Frente Ampla (partido de José Mujica). A margem é tão estreita que todos os votos deverão ser contados para se saber quem é o vencedor. A diferença entre os candidatos é tão pequena que a definição dependerá dos votos observados, que são os dos que votaram fora de sua seção eleitoral. A quantidade desses votos é similar a distância entre Lacalle Pou e Daniel Martinez. Foi uma reviravolta totalmente inesperada que aconteceu nas últimas 48 horas. Todas as pesquisas realizadas antes das eleições apontavam uma ampla vantagem de Lacalle Pou. É cedo para buscar explicações, mas primeiras especulações passam pelo voto oculto a favor da esquerda e o possível impacto de um vídeo do general Manini Ríos, que violou a proibição eleitoral ao pedir o voto dos soldados contra a Frente Ampla para marcar terreno diante de seus parceiros conservadores. Outro fator apontado é a mobilização de uruguaios do exterior, que viajaram para votar neste domingo em grande número. De qualquer forma, as celebrações foram interrompidas na sede do Partido Nacional, e todo o país está esperando os resultados oficiais. As pesquisas publicadas na semana anterior à votação atribuíram de cinco a oito pontos de vantagem para Lacalle Pou, com um número de indecisos de cerca de 6%. Embora os resultados ainda sejam incertos, tudo indica que a Frente Ampla não alcançou a progressão necessária, desde a primeira rodada eleitoral realizada em 27 de outubro”. Lá, como aqui, as pesquisas eleitorais não deram certo. Tá?

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