Efeito da Copa?
Publicado em 24/01/2014

Editorial

Felipe Valduga
felipelvalduga@gmail.com

Imagina na Copa? Quem não escutou, pelo menos uma vez, essa expressão nos últimos tempos? Qualquer um dos brasileiros. É a frase da insatisfação popular refletida pelos gastos públicos astronômicos para preparar o país para o evento esportivo mais representativo do planeta.
Mas esta, como citado, é a frase popular. Do outro lado da mesa, os organizadores – entendam-se gestores públicos – e, também de forma representativa, os empresários apontam que tudo o que for investido trará retorno. Através do turismo, principalmente, mas também pela exposição do real potencial da nação.
Contudo, não existe como atestar, com carimbo, uma coisa ou outra. Em primeiro momento, apenas percebe-se o lado negativo. Como? Nas obras que, mesmo com altos valores orçados, já extrapolaram a matemática e, assim como nos Jogos Panamericamos, no Rio de Janeiro, em 2007, estão com “cara” de superfaturadas. E o pior, na maioria dos casos parte dos empreendimentos nem devem ser executados a tempo da competição.
Mas lamentar não leva a nada. Resta, para o momento, esperar e ver o que de bom virá. Em Bagé, por exemplo, um sinal de retorno, aparentemente, é verificado. Pode não ser o caso, mas vale citar. A antecipação do período letivo nas escolas públicas para o ano, em função da competição, surge como um dos possíveis motivadores para o crescimento verificado na aquisição de materiais escolares.
Em matéria publicada na edição de hoje, a reportagem constatou que a elevação das vendas, segundo os empresários, já atingiu os 10%. Claro que, dentro disso, é levada em consideração a melhoria da condição financeira da população. Mas, querendo ou não, a antecipação do ano letivo, por causa da Copa, influenciou na movimentação no mês de janeiro. Talvez pouco, mas afetou.

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