Dúvidas x convicção
Publicado em 28/02/2013

Editorial

O FOLHA do SUL traz, na edição de hoje, uma abordagem especial sobre a possível negociação do bilionário Eike Batista pelo controle de uma de suas empresas, a MPX. Em princípio, o tema parece não ter relação local, mas, se avaliado mais a fundo, trata de uma questão que pode afetar fortemente o futuro social e econômico da região.
A MPX é a responsável por três grandes projetos que utilizam carvão mineral, riqueza abundante na cidade de Candiota. Trata-se de uma mina e duas usinas termelétricas, todos os empreendimentos destinados à localidade de Seival, no interior do referido município. Em cifras, os investimentos atingem algo em torno de R$ 8 bilhões.
A negociação que deve fazer com que Batista perca o controle da MPX para a alemã E.ON traz dúvidas. Será que as iniciativas serão abandonadas? Será que estes empreendimentos, considerados essenciais também para a reestruturação energética do Estado, deixarão de serem implantados por uma questão financeira particular?
As incertezas, de fato, existem. Por outro lado, o que se nota é um esforço político e até mesmo da própria empresa, nunca antes visto em tão larga escala.
Ao mesmo tempo em que a notícia da negociação da MPX surgiu na mídia nacional, representantes da própria empresa estavam reunidos junto ao Governo do Estado buscando unir esforços para a concretização do chamado Complexo Termelétrico Sul.
De fato, sabemos que os três empreendimentos apenas aguardam a liberação, por parte da União, da inserção do mineral nos leilões de energia. As licenças ambientais já foram concedidas. O tema, inclusive, já esteve bastante presente na mídia nos dois últimos anos. Agora, porém, parece ganhar um reforço quase que diário.
Nós, apenas como expectadores, vislumbramos uma oportunidade única para a região retomar o seu desenvolvimento industrial em larga proporção, assim como vimos durante a concretização da Fase C da Usina de Candiota.

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