Dupla é condenada a mais de 15 anos de prisão por homicídio
Publicado em 07/03/2020

Segurança

Foto: Reprodução/FS

Machado foi morto dentro de casa

Dionatan da Silva Silva, 19 anos, e Anderson Souza Araújo, 20, foram a júri popular, na quinta-feira, no salão do júri da comarca local, pelo homicídio  qualificado de Cleberson de Oliveira Machado, ocorrido em setembro de 2018. Ambos foram condenados a 15 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado. O júri popular foi presidido pela juíza Naira Melkis Pereira Caminha; a defesa ficou a cargo do defensor público William Foster de Almeida; e a acusação foi da promotora de Justiça do Ministério Público, Júlia Fresteiro Barbosa Lang.


Sentença de pronúncia
Conforme a sentença de pronúncia, no dia 27 de setembro de 2018, por volta das 2h, no interior de uma residência, na rua Amilton Rodrigues, os denunciados Dionatan da Silva Silva e Anderson Souza Araújo mataram Cleberson de Oliveira Machado.
Na ocasião, em um primeiro momento, os denunciados e a vítima se encontraram em via pública, ocasião em que Machado foi violentamente agredido. De acordo com a pronúncia, findadas as agressões, com o ofendido conseguindo fugir do alcance dos imputados, ao buscar refúgio na residência de um vizinho, a Brigada Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados e compareceram no local. Após, a vítima se deslocou a casa onde morava.
Posteriormente, os denunciados, à procura de Machado, invadiram a residência dele, mediante arrombamento da porta frontal, localizando-o, no dormitório  deitado na cama. De surpresa, os denunciados investiram contra a vítima. Consta que, Araújo imobilizou e conteve Machado, constringindo o pescoço com uma “gravata”, enquanto Dionatan passou a desferir múltiplos golpes de faca no corpo da vítima. O laudo descreve a causa da morte por choque hemorrágico, com perfuração da artéria tibial posterior da perna esquerda. 
O crime foi impelido por motivo torpe, uma vez que os imputados foram ao encontro do ofendido, invadindo a residência, com objetivo de ceifar-lhe a vida, como ato de revanchismo e vingança, em razão da altercação ocorrida na mesma noite. Segundo a pronúnica, o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido, haja vista que, na ocasião, desarmado, repousando sobre o leito e, ainda, ferido das agressões físicas sofridas anteriormente, foi surpreendido pelos increpados em prévia situação de armamento, que investiram contra ele, valendo-se da superioridade numérica, desferindo letais golpes de faca, o que lhe reduziu drasticamente a possibilidade de reação.
O que dizem os réus?

Dionatan da Silva Silva foi o primeiro a depor diante do conselho de sentença. Ele relatou que após brigarem com a vítima por um celular, vendido por Clebinho para outro indivíduo, que morava com os réus, por R$ 5, foram até a casa dele para tirar satisfação, pois a Machado estava ameaçando colocar fogo na residência dos réus. Silva disse que foi com uma faca, mas não tinha a intenção de matar. Segundo ele, empurraram a porta, que se abriu. Em seguida, a vítima veio em sua direção e, no nervosismo, ele acabou desferindo duas facadas. “Estávamos bebendo em uma parada de ônibus, próximo a um CTG, quando o Clebinho veio com uma barra de ferro e começou a agredir o Anderson, dizendo que colocaria fogo na nossa casa. Depois, fomos na casa dele, ele se botou em mim e me derrubou. Dei duas facadas nele para me defender”, contou.
Anderson Souza Araújo relatou que a vítima partiu para cima dele, de Dionatan e de uma mulher (testemunha), com uma barra de ferro. Friosu que eles conseguiram tirar o objeto dele, que foi embora. Logo após, a vítima passou na casa de Araújo e disse que ia botar fogo em tudo. "Fomos ao encontro de Machado na casa dele; chegando lá, ele reagiu. Mas tudo começou por causa do telefone que o Clebinho vendeu por R$ 5 para um amigo nosso. Ele queria mais dinheiro ou o aparelho de volta, inclusive, chegou a agredir o cara que é deficiente. No dia anterior, saímos para curtir a noite, ele veio com uma barra de ferro e começamos a brigar. Ele fugiu e nós saímos atrás. Depois, fomos para casa, ele voltou com pedras nas mãos e dizia que ia colocar fogo na residência”, comentou.

 

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