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Patrono da Semana Farroupilha
Dom Gílio: Da batina para bombacha, lenço e bota
Publicado em 07/09/2019

Geral

Foto: Divulgação/FS

Bispo marcou época ao participar do desfile tradicionalista

O bispo, que surpreendeu num 20 de setembro há alguns anos ao desfilar na avenida Sete de Setembro, montado a cavalo e vestido a caráter, com o lenço da cor dos maragatos (vermelho), de bota e bombacha, agora retorna à Rainha da Fronteira na condição de patrono da Semana Farroupilha.
O bispo do largo sorriso que encantou o povo da fronteira do Rio Grande, dom Gílio Felício, 69 anos de idade -  agora emérito, falou por telefone com a reportagem do jornal Folha do Sul sobre esse reconhecimento. Atualmente, o religioso, que comandou a Diocese de Bagé, por cerca de 15 anos, mora em Santa Cruz do Sul.
Dom Gílio, que há cerca de dois meses foi embora de Bagé, conta que a saudade é grande. Em relação ao fato de ter sido convidado para ser o patrono da Semana Farroupilha, ele diz que se sentiu honrado com a deferência. O prelado vai estar na cidade na próxima semana.
Bispo pede um cavalo mansinho
O prelado contou que vai visitar entidades tradicionalistas durante a Semana Farroupilha. E que o auge da festa é o desfile do dia 20 de setembro. O bispo disse que recebeu o convite antes de sair de Bagé. No entanto, mesmo acostumado a cavalgar em desfiles e na busca da imagem do padroeiro de Bagé, São Sebastião, em Torquato Severo, desta vez, dom Gílio pede um cavalo manso para os festejos, porque em Santa Cruz não tem onde treinar a montaria.
Além dos festejos farroupilha, o religioso vai permanecer na cidade para a 45ª Romaria a Nossa Senhora Conquistadora que acontece no último domingo de Setembro. 
Rotina longe de Bagé
Depois de longos anos de uma vida agitada, o que é inerente às atribuições da vida sacerdotal e sobretudo como bispo, dom Gílio agora desfruta de uma vida mais frugal e tranquila. O religioso mora com uma das irmãs, Lúcia de Fátima Felício. A rotina se divide entre as orações, estudo, participação nas missas e visitas aos colegas padres e ao bispo da Diocese de Santa Cruz do Sul, dom Aloísio Alberto Dilli, que foi quem o convidou para retornar a sua terra natal.


 

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