O perigo sobre duas rodas
Diretor do Cebal alerta que velocidade é o maior inimigo do motociclista
Publicado em 19/10/2012

Segurança

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Futuros motoristas devem respeitar legislação

Um veículo mais barato, rápido e econômico. Esses são alguns atrativos para quem deseja comprar uma motocicleta. E elas não são poucas em Bagé. Dados do Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran/RS) mostram que até o mês de setembro foram emplacadas 12.385 motocicletas na cidade. Se levarmos em conta que o município tem 116.794 habitantes, segundo o Censo de 2010, significa que existe uma moto para cada 9,4 habitantes.
Números do Centro de Formação de Condutores (CFC) de Bagé mostram que a média trimestral de alunos aprovados na prova prática é de 86%. Isso porque cada aluno leva entre um mês e meio e dois para concluir o processo. Somente em setembro, 30 carteiras foram entregues para motociclistas, a chamada primeira habilitação.
O aumento do poder aquisitivo e a facilitação do crédito colocaram a moto como o primeiro investimento para muitas famílias bageenses em termos de bem móvel. Uma realidade diferente se comparado com anos atrás, quando ela era usada mais especificamente por empresas para trabalho. O valor médio de um dos modelos mais vendidos com 125 cilindradas sai por R$ 6 mil. Só no mês passado, uma concessionária da cidade vendeu 21 motos Zero quilômetro. O gerente, Luís André Medina, fala que a praticidade ou deficiência do transporte coletivo são alguns dos argumentos apresentados pelos compradores. “Tem gente que já tem automóvel e está adquirindo uma moto pela economia”, fala.
Apesar da praticidade, ocasionada por ser um meio de transporte ágil, o motociclista fica mais exposto a acidentes como o que vitimou Édson da Silva Cougo, na última quarta-feira, na Avenida Santa Tecla. Um fato que chamou atenção é de que ele não tinha carteira de habilitação, uma situação que é real, segundo o diretor geral do CFC de Bagé, Ivonei Faresin. “Várias pessoas que vêm fazer a carteira já cometeram infração de trânsito por estarem dirigindo sem habilitação”, afirma. Isso confirma que o condutor não precisa ser necessariamente habilitado para comprar uma moto, basta chegar e negociar.
A agilidade do veículo de duas rodas somada à falta de conhecimento ou de educação na hora de conduzi-la leva ao excesso de velocidade que, segundo Ivonei, é o principal causador de acidentes. O fato de um motociclista trabalhar com entrega rápida não garante a ele o direito de andar acima do limite de velocidade permitido. “A regra é a mesma para todo mundo”, lembra o diretor. Ou seja, quem usa a motocicleta para trabalho deve ser mais prudente ainda.
Antes de ter a habilitação em mãos, cada condutor faz 45 horas/aula de teoria e 20 horas/aula de prática, além de passar por exames médico, psicológico, teórico e prático. Faresin reconhece que as aulas práticas, aplicadas em pista fechada, retratam uma situação bem diferente da que o motorista vai enfrentar nas ruas. “Se ele sair seguindo o que aprendeu, o que treinou, o risco de se acidentar é bem pequeno”, finaliza.

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